A estação mais fria do ano começou oficialmente nessa última quinta-feira (21) e já trouxe reflexos no comércio de Montes Claros. No lugar das camisetas curtas, vestidos de alça e minissaias, começa a procura por roupas mais quentes.
A empresária do ramo da moda, Mariana Chamone diz que “mesmo durante o dia, a temperatura está mais leve. Este ano optei por peças mais versáteis e apostei na composição do figurino com uma terceira peça, que pode ser retirada caso esquente. Não adianta trabalhar com roupas pesadas, porque não saem, a não ser um ou outro cliente que está viajando para outro país, que busca casacos mais pesados”, diz.
Lucélia Cardoso, há mais de duas décadas trabalhando com moda, considera o inverno a estação mais promissora para o setor. “É meu segundo natal e com duração até o final de julho. O movimento nessa época é intenso e eu preparo o estoque, com muito tricô, casacos, vestidos. São muitas festas na região e a procura é certa”, comemora.
Para o estudante Hiago Pimenta, o friozinho chegou e não dá para abrir mão do agasalho. “Atravesso a cidade para chegar à faculdade e lá também está frio. Não dá para dispensar o uso da jaqueta”, diz.
CALDOS
Mas a reação não foi apenas no vestuário. Rodrigo Paulista reabriu o bar na rua Raul Corrêa, tradicional point de bares, depois de alguns anos afastado. Ele entrou com tudo no inverno, lançando o Festival de Caldos, que consiste em um rodízio de caldos variados, por um preço único. “Estou avaliando a possibilidade de lançar também dois drinks de inverno”, diz o proprietário do bar, que começou com o festival há uma semana e vai prosseguir com o cardápio por todo o mês de julho.
Com a iniciativa, ele constatou que houve um aumento no movimento. “Nada gigante, mas algo em torno de quatro mesas a mais por dia. Mas como meu bar é mais recente, acredito que em um bar que está há mais tempo estabelecido, isso deve ser o triplo”, acrescenta, ressaltando que, para se firmar e lidar com a concorrência, propõe um preço menor e uma maior variedade. “Nosso diferencial é esse. Trabalhamos com dez caldos salgados e quatro caldos doces. E vira e mexe coloco uma coisinha a mais aí, um caldo diferenciado, uma surpresa. A concorrência trabalha geralmente com oito caldos salgados e dois doces, com preço maior”, explica.