
A proposta de tornar a cidade mineira de Salinas a Capital Nacional da Cachaça, de autoria da deputada federal Raquel Muniz (PSD), está bem perto de virar lei. O projeto (PLC 93/2018) foi aprovado na última terça-feira pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Agora, o texto segue para votação no Plenário da Casa.
A deputada acredita que o PLC pode se tornar lei ainda neste ano e ressalta que o título vai fortalecer a atividade como geradora de emprego e renda à população.
“O mundo inteiro já conhece Salinas como grande produtora de cachaça. Esse título já é devido há muito tempo. É um reconhecimento da identidade cultural local associada ao produto e a sua história”, disse Raquel.
A parlamentar destacou ainda os diversos apoiadores, que perceberam a importância deste título para a cidade. “Tivemos o apoio da Frente Parlamentar de Agricultura, do nosso partido PSD, dos deputados Antônio Goulart, Rodrigo Pacheco, que agora foi eleito senador, e do senador Antonio Anastasia – que foi relator desse nosso projeto, aprovado por unanimidade no Senado. Agradecemos a todos e celebramos essa conquista”, pontuou.
O senador Anastasia declarou que o grande diferencial do produto de Salinas é a qualidade, que ajudou a bebida a ser valorizada no país e responsável pela mudança nos hábitos de consumo.
HISTÓRIA
A cidade de Salinas conta com uma produção anual de aproximadamente 5 milhões de litros de cachaça, distribuídas em mais de 50 marcas.
A primeira marca registrada na cidade foi em 1946. A partir daí, a fama do produto cresceu, culminando em 2012 com a criação de um museu dedicado à bebida.
Anualmente, a cidade realiza o Festival Mundial da Cachaça, com mostras e comercialização das diversas marcas fabricadas na região.
Em 2012, municípios vizinhos a Salinas receberam o registro do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) como indicação geográfica, o que significa a abrangência de outros produtos de qualidade fabricados na região, além da cachaça.