Aquele jeito Leônidas de ser

“Assassin’s Creed Odyssey” transporta jogador para pele de um espartano

Marcelo Ramos
Publicado em 07/12/2018 às 06:55.Atualizado em 05/09/2021 às 15:26.
 (Ubisoft)
(Ubisoft)

A Ubisoft tem dado uma grata contribuição ao ensino de história e geografia com a franquia “Assassin’s Creed”. Claro que a Ordem dos Assassinos, assim como a tecnologia que permite que cientistas revivam aventuras do passado usando resquícios de DNA, é um grande devaneio. Mas é fundamental para agir como uma amálgama que dá sentido à série. No entanto, cada episódio coloca o jogador num canto do mundo e momento da História.

“Assassin’s Creed Odyssey” chegou há poucas semanas e transporta o jogador para o ano 431 A.C, durante a Guerra do Peloponeso. Trata-se de um período logo após a invasão persa à Grécia, que foi resgatada pela série em quadrinhos “300”, de Frank Miller, e posteriormente pelo longa-metragem estrelado por Gerard Butler.

No game, o jogador inicia a campanha justamente durante a batalha de Termópilas, quando o rei Leônidas de Esparta e seus 300 soldados enfrentam o exército do deus-rei Xerxes. O jogador inclusive assume o papel do líder espartano. É uma breve introdução sobre o que virá adiante.
 
MITOLOGIA
Quem acompanha a série francesa sabe muito bem que seus protagonistas são dotados de habilidades fantásticas que desafiam leis da física e da anatomia humana. Em “Odyssey”, tais competências extraordinárias são atribuídas ao sobrenatural. Regalos das divindades do Olimpo. Assim, tudo que parecer absurdo ou impossível, na verdade é por vontade de Zeus e seus filhos.

O game dá ao jogador a oportunidade de escolher um entre dois personagens, Kassandra ou Alexios, que basicamente se diferenciam apenas pelo sexo, para que o jogador ou jogadora se identifiquem com seu personagem –que contam com as mesmas habilidades.

O protagonista, seja ele ou ela, atua como mercenário na ilha de Cefalônia. O jogador é descendente de Leônidas, tanto que tem a posse da ponta de sua lança.
 
EXPLORAÇÃO
A ilha que dá início a aventura é grande, mas é apenas uma fração do imenso mapa a ser explorado. O game oferece um novo modelo de exploração que torna o jogo mais desafiador e não revela pontos de interesse no mapa. Daí é preciso explorar de forma mais minuciosa.

Outro ponto interessante é que o game retoma as fases de navegação, como nos episódios “Black Flag” e “Rogue”. O jogador precisa cruzar o Mediterrâneo em triremes (embarcações militares a remo usadas pelos gregos). Em terra, a forma mais rápida de se deslocar é a cavalo. Ou seja, “Assassin’s Creed Odyssey é um game gigantesco e repleto de conteúdos extras, tarefas secundárias que podem levar o tempo de jogo a centenas de horas.
 
Mecânica de combate
Quando a Ubisoft publicou o episódio “Origins” (que se passa no Egito Antigo, perto da época do nascimento de Cristo), os produtores incorporaram elementos de combate de seu game de luta on-line “For Honor”. Mecanismos de defesa e ataque foram inseridos para tornar os combates mais complexos. Em “Odyssey” os produtores descomplicaram, mas não simplificaram.

O jogador tem comandos de ataques curtos, ataques mais fortes, desarmes, bloqueios e esquivas. Além disso, os combates estão mais próximo da realidade, com inimigos menos ingênuos, que não se deixam ser atacados de forma passiva. Se o jogador for de peito aberto, pode ser seu fim.

Para resumir, “Assassin’s Creed Odyssey” é um excelente Action RPG, como o aclamado “Red Dead Redemption 2”, mas com a riqueza da mitologia grega. Imperdível.

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