(Márcia Vieira)
Até o dia 15 de janeiro deste ano, o Estado de Minas Gerais contabilizou 11.658 casos prováveis de dengue, referentes aos casos notificados, excluindo os descartados. Dentro desse total, 3.983 casos foram confirmados para a doença. No que diz respeito à Chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, os números indicam 1.726 casos prováveis da doença, com 1.223 confirmações. Quanto à Zika, não há registro de casos notificados, confirmados ou em investigação. Em relação aos óbitos no estado, a Chikungunya fez uma vítima, enquanto não há nenhum óbito confirmado ou em investigação relacionado à Zika.
Recentemente, circulou a notícia de que uma jovem havia falecido vítima da Dengue na cidade de Bocaiúva, entretanto, a Coordenadora de Vigilância da Superintendência Regional de Saúde, Agna Menezes, esclareceu a situação. “Estamos com três casos de óbitos por dengue em investigação em Bocaiúva, mas nenhum confirmado ainda”, disse.
CAPACITAÇÃO
Em parceria com o Estado, o município participou de um seminário relacionado ao tema e direcionado aos agentes de endemias. “Estamos iniciando hoje essa capacitação, que visa sensibilizar os profissionais da Atenção Primária à Saúde quanto a uma nova estratégia que o município está implantando, como medida complementar de controle do mosquito Aedes Aegypti: a estratégia de monitoramento por ovitrampas”, afirmou a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Maria Clara Lélis.
A metodologia consiste em atrair o mosquito para uma “armadilha”, onde são colocados água, uma palheta de madeira e uma substância específica, em um vaso preto. As fêmeas do mosquito depositam os ovos, e a partir daí os agentes avaliam semanalmente a proliferação do mosquito. A medida é utilizada em combinação com outras estratégias de combate.
DEVER DE CASA
A empresária Isabella Antunes acredita em medidas simples para manter o mosquito afastado. Tanto em casa quanto em seu estabelecimento, ela adotou a coleta seletiva como uma das iniciativas que têm dado resultados.
“A gente faz a segregação do lixo para dividir o que é orgânico e o que é reciclável. Se o lixo é misturado, quando chove, qualquer quantidade de água que junta vira um foco. As calhas ou uma tampinha de refrigerante que seja. Além da dedetização obrigatória, a gente mantém essa separação para evitar a presença de insetos e animais peçonhentos. Nunca peguei dengue ou Chikungunya”, diz pontuando que a higienização acaba sendo também uma prática social. “Montes Claros tem uma Associação de Catadores, então eles recolhem o material e conseguem gerar renda com isso”.
LOTES VAGOS
“Enquanto a população faz o dever de casa, o poder público deixa a desejar”, lamenta B. L., moradora do bairro Augusta Mota e vizinha de um lote tomado pelo lixo e mato. Para ela, a fiscalização é falha e os donos dos espaços não são estimulados a manter os espaços limpos. “Falta uma medida enérgica. A prefeitura diz para usar o aplicativo de denúncias, mas a resposta é demorada pois o prazo para o proprietário limpar o lote é de um mês. As vezes demora muito mais e enquanto isso, nossas crianças são expostas diariamente”, declara.
Em relação a esse tema, a reportagem buscou contato com o vice-prefeito Guilherme Guimarães; no entanto, até o encerramento desta edição, não obteve resposta.