
Na próxima sexta-feira (4), a Associação Presente realiza a 13ª edição do Mutirão de Prevenção do Câncer, na Praça Dr. Carlos Versiani, em Montes Claros. O evento, que acontece das 7h às 17h, oferece exames gratuitos para a detecção precoce de diversos tipos de câncer, como mama, próstata, colo do útero, boca e pele, além de avaliação nutricional. O atendimento será por ordem de chegada, com distribuição de senhas.
Desde sua criação, o mutirão já atendeu mais de 28 mil pessoas e possibilitou mais de 300 diagnósticos precoces, encaminhando pacientes para tratamento adequado. Somente em 2024, foram mais de 3.500 atendimentos em um único dia. A iniciativa conta com o apoio de mais de 200 voluntários, entre médicos e profissionais de saúde, além de empresas e órgãos municipais.
A fundadora da Associação Presente, a médica Priscila Miranda, ressalta a importância do diagnóstico precoce no combate ao câncer. “Quando detectado precocemente, o câncer tem muito mais chances de cura. Nosso objetivo é garantir que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico precoce e a um tratamento eficaz”, afirma.
Ela destaca que o tempo é um fator decisivo na recuperação dos pacientes. “Se há algo que aprendi nesses anos de trabalho com pacientes oncológicos, é que tempo é vida. Quanto mais cedo descobrimos um câncer, maiores são as chances de cura. Os números comprovam isso: em alguns tipos de câncer, um diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura para mais de 90%”, informa.
O funcionário público Cosme Almeida Oliveira soube do mutirão por meio das redes sociais e da divulgação feita pela organização. “Pude vir pelo fato de a entidade ser séria e realizar um trabalho muito comprometido com a causa. Para mim, é um prazer muito grande participar e ser colaborador”, afirma. Ele destaca a relevância da prevenção. “Essas orientações são essenciais, e a gente precisa se preocupar com isso. Oriento aqueles que têm dúvidas a terem mais atenção com sua saúde pessoal. É necessário que cuidemos de nossa saúde, e eventos como este são extraordinários para isso”.
CAUTELA
Entre os participantes do mutirão está o aposentado José Bezerra, que decidiu fazer o exame após perder dois filhos para o câncer. “Um faleceu com 35 anos e outro com 42 anos”, relata. Ele conta que sempre buscou acompanhamento nos postos de saúde, mas realizava somente o exame de PSA, sendo um teste de sangue que serve para rastrear o câncer de próstata e outras condições da próstata, e nunca o exame de toque retal. “Vi a propaganda da Associação Presente sobre o mutirão e decidi fazer o exame. Fiz o primeiro, o segundo, e agora já faz três anos que fiz novamente e deu alteração”.
O diagnóstico precoce fez toda a diferença. “A menina da associação me disse que minha próstata tinha dado alteração”, explica. Com a experiência de perder os filhos para a doença, ele compreende a importância do tratamento. “Eu já perdi dois filhos para o câncer. Então, não quero ser o terceiro”. Sobre o procedimento, José garante que não há desconforto. “Não dói, não machuca nem nada. Quem ama a vida, se cuida”.