
O Mutirão Nacional de Cirurgias dos Filantrópicos, realizado nos dias 13 e 14 de dezembro, teve como um dos grandes destaques o Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira (HCMR), em Montes Claros. A unidade de saúde participou da mobilização nacional, que foi uma das principais ações simultâneas de atendimento cirúrgico já realizadas no país. Promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), dentro do programa federal Agora Tem Especialistas, o objetivo do mutirão foi reduzir as filas do SUS e ampliar o acesso a procedimentos especializados.
Durante os dois dias de mutirão, o HCMR realizou 529 cirurgias, consolidando-se como o hospital que mais realizou procedimentos em todo o Brasil na ação. A iniciativa foi destinada exclusivamente a pacientes já cadastrados na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), com procedimentos previamente agendados pelas secretarias municipais de saúde. Em Minas Gerais, o HCMR foi o principal destaque do mutirão, sendo reconhecido como referência estadual em cirurgias eletivas, reforçando seu papel estratégico no atendimento à população e no fortalecimento da rede pública de saúde.
“O que determinou alcançar o resultado foi conhecer a rede, quais são as dificuldades, quais são as principais cirurgias que os pacientes precisam, que não estão disponíveis e acessíveis para os pacientes do SUS. Então, conhecer esses gargalos foi o ponto de partida”, explica a médica e diretora do hospital, Luciana Santana.
“Mobilizamos todos os setores, time assistencial, administrativo e saúde, em prol do mutirão para que impactassem a vida das pessoas, reduzissem a fila e fizessem uma alta produção. Todos com papéis determinados, com fluxos determinados, reuniões de brainstorms para fazer todo esse planejamento, check-list para orientar todo o processo de internação do paciente até o momento da chegada e também a alta desse paciente”, diz a diretora.
“Houve necessidade de ampliar a equipe e usou-se muito a retaguarda de professores da FUNORTE, médicos e médicos residentes, alguns médicos parceiros da cidade de São Paulo e da cidade de Belo Horizonte”. Ainda de acordo com Santana, as cirurgias que construíram o maior volume foram as cirurgias gerais, especialmente as de vesículas, hérnias e a parte infantil na Otorrino e ortopedia.
Para ela, dentre os vários desafios enfrentados pelo hospital, organizar a logística, toda a logística para que tudo acontecesse de forma orquestrada, garantindo a segurança do paciente, que era o principal foco, exigiu muito planejamento. “Todas as ações foram direcionadas para que o paciente pudesse ser recebido, ser acolhido com muita humanização, realizar sua cirurgia com todos os princípios da segurança do paciente e receber alta em ótimas condições. Garantir que ele saísse melhor do que entrou”, finaliza a diretora.
