Saúde

Alerta contra baixa vacinação

Só metade das crianças e adolescentes receberam doses que previnem o HPV

Da Redação
Publicado em 13/01/2023 às 23:38.
Meninas de 9 a 14 anos devem ser imunizadas com a vacina contra HPV, disponível nos postos de saúde. (MARCELO CAMARGO/AGENCIA BRASIL)

Meninas de 9 a 14 anos devem ser imunizadas com a vacina contra HPV, disponível nos postos de saúde. (MARCELO CAMARGO/AGENCIA BRASIL)

Novo alerta para a baixa cobertura vacinal em Minas. Dessa vez, médicos e autoridades destacam a urgência para a proteção de crianças e adolescentes contra o papilomavírus humano (HPV). Praticamente metade do público-alvo não recebeu as duas doses necessárias. O imunizante é capaz de barrar o câncer de colo de útero, os tumores de pênis e ainda os de ânus, garganta e boca.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), entre as meninas, de 9 a 14 anos, o índice de imunização está em 66,12%. Entre os meninos, de 11 a 14, a cobertura alcançou 54,27%. O preconizado pelo Ministério da Saúde é de 80%. 

O secretário de Estado de Saúde, Fabio Baccheretti, destaca a importância da vacinação para evitar doenças infecto contagiosas. “Essa é a idade certa para que se proteja por toda a sua vida. Temos vacinas sobrando nos postos porque menos da metade dos adolescentes tomaram duas doses. Vamos garantir mais uma proteção para a saúde das nossas crianças e adolescentes”, alerta o secretário. 

Um dos motivos para a baixa cobertura é o tabu que a vacina pode trazer por se tratar de uma imunização que protege contra uma possível Infecção Sexualmente Transmissível (IST). “A vacina induz à proteção, não induz à atividade sexual. É importante que se vacine antes de iniciar a fase de atividade sexual justamente para diminuir a circulação dessas doenças”, esclarece Jandira Campos Lemos, presidente da Regional Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-MG). 

A técnica destaca que a vacina que tem a eficácia comprovada. “Protege contra os tipos mais prevalentes de HPV e que podem evoluir para doenças como câncer de colo de útero”. Além disso, ela reforça o importante papel das famílias. “Os pais devem também somar à imunização orientações das demais medidas de prevenção de transmissão de ISTs”.

Cartão 
Jandira Lemos lembra também que os pais podem aproveitar cada ida aos postos de saúde para verificar a situação do cartão de vacina dos filhos, junto à equipe responsável pela imunização, e assim deixar a proteção das crianças em dia. 

Foi o que fez a professora Luciana de Fátima Silva Campos, de 38 anos, que levou o filho Heitor, de 10, para receber a primeira dose contra o HPV em um posto de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Ela aproveitou a chegada à unidade de saúde para imunizar a filha mais nova, Heloísa, de 6 anos, com a segunda dose contra Covid-19. 

O Governo de Minas informou que realiza diversos esforços para ampliar as coberturas vacinais. São feitas ações permanentes de busca ativa, campanhas de mobilização social, incentivo aos municípios para ações extramuros e orientações, junto aos profissionais de saúde, reforçando a importância e incentivo à vacinação. 

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