Fundamental para o funcionamento do organismo, desempenhando funções como produção de bile e de proteínas e armazenamento de glicose e sangue, o fígado – maior glândula e segundo maior órgão do corpo humano – tem a saúde e a vitalidade intrinsecamente ligadas aos nossos hábitos de vida.

Alimentar-se corretamente, praticar atividade física e prevenir-se contra as hepatites B, evitada com vacina, e C, contraída por meio de sangue contaminado, são algumas das condutas essenciais para preservar as funções do órgão, espelho do corpo. 

“Tratá-lo diz respeito a controlar as comorbidades associadas às doenças hepáticas: perder peso, monitorar a diabetes, ter uma alimentação saudável, praticar exercício físico e ter controle sobre o colesterol. Imaginamos que o câncer de fígado se tornará a grande doença hepática do futuro”, alerta a hepatologista Aline Lopes Chagas, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e coordenadora do Grupo de Hepatologia do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp). 

EVOLUÇÃO RÁPIDA
Silenciosas, as doenças que acometem o órgão são perigosas e evoluem rapidamente para quadros graves, como a cirrose e o câncer, cujo tipo mais comum no mundo todo é o carcinoma hepatocelular. 

“Para chegar ao ponto de um câncer, em geral, já se tem dez, 20 anos de evolução da doença, seja ela causada por hepatite ou por doença gordurosa do fígado. O mais comum é que os tumores malignos sejam identificados, portanto, em pessoas com mais de 40 anos”, acrescenta o hepatologista Antônio Márcio de Faria Andrade.

Conforme o Ministério da Saúde, o tempo de vida após o diagnóstico de um tumor maligno é extremamente curto. Considera-se, assim, o índice de incidência equivalente ao de mortalidade pela doença. 

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