Ministros, senadores, deputados federais e lideranças de vários segmentos prestigiaram o lançamento da agenda institucional do setor
Em meio a um cenário cheio de expectativas com relação às reformas previdenciária, tributária e trabalhista, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lança a 11ª edição da Agenda Institucional do Cooperativismo que reúne as prioridades e demandas mais urgentes do setor para 2017. O documento contém os principais pleitos do movimento cooperativista brasileiro.
O lançamento em Brasília, nesta quarta-feira, 5 de abril, reuniu, além de autoridades do cooperativismo brasileiro, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Luís Cláudio da Silva Chaves, senadores e deputados, dentre eles a deputada Raquel Muniz (PSD/MG), e representantes de instituições parceiras.
Relacionando a importância da agenda com o atual momento político e econômico do país, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, enfatizou o compromisso das cooperativas brasileiras como ferramentas indutoras de desenvolvimento regional e cobrou uma interlocução maior com os Três Poderes.
- As cooperativas levam saúde, educação, emprego, habitação, energia, crédito e alimento para todo o Brasil, inclusive em áreas onde a maioria das grandes corporações ou empresas de peso não tem interesse em operar. São elas que, muitas vezes, promovem o desenvolvimento local e regional. E, por isso, não podem ficar de fora de um momento tão importante para o país. Nós temos muito mais a oferecer do que a pedir, afinal as cooperativas, como sempre dizemos, são empresas formadas por gente. Elas viabilizam a atividade econômica de seus cooperados e asseguram a dignidade que todo brasileiro quer e merece - declara Márcio Freitas.
SUPORTE DO DESENVOLVIMENTO
Para a deputada federal Raquel Muniz, o cooperativismo tem sido um dos suportes do desenvolvimento brasileiro, já que, mesmo em tempos de crise como a vivenciada atualmente, permanece forte, alavancando outros setores de forma indireta.
- O cooperativismo, mesmo em tempos difíceis, é forte aliado do desenvolvimento, pois aquece a economia e atua de forma a não permitir que a engrenagem pare de vez. O apoio a este significa fortalecer a economia, a geração de emprego e renda – disse a parlamentar norte-mineira.
Já o Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, acredita ser necessário “fortalecer o setor cada vez mais”.
- Às vezes, as cooperativas são surpreendidas por normas tributárias ou jurídicas que não consideram os diferenciais de uma empresa cooperativa em relação às mercantis. Por isso, é fundamental destacar que o cooperativismo é responsável pelo desenvolvimento integral, não só do cooperado, mas da sociedade na qual ele está inserido. Ele gera emprego, renda e seus benefícios alcançam muito mais do que o próprio setor em si. É um movimento onde todos ganham - enfatizou.
Para a deputada federal Raquel Muniz, o cooperativismo tem sido um dos suportes do desenvolvimento brasileiro, já que, mesmo em tempos de crise como a vivenciada atualmente, permanece forte, alavancando outros setores de forma indireta
A FORÇA DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO
- Cooperativas: 6,6 mil
- Cooperados: 13,2 milhões
- Empregados: 376,7 mil
- 25,4% das famílias brasileiras estão diretamente ligadas ao cooperativismo
- Exportações: US$ 5,1 bilhões (2016/dados do MDIC)
- Número de países compradores: 147
- Principais destinos: China (18,9% ou US$ 973 milhões), Alemanha (7,7% ou US$ 398 milhões) e Estados Unidos (7,6% ou US$ 394 milhões)