As eleições ainda nem ocorreram e um candidato a deputado estadual de Montes Claros tem feito “um pizeiro” no município, principalmente na zona rural, chegando a anunciar para lideranças próximas que tem a intenção de voltar às urnas em 2024, para disputar a prefeitura da cidade com apoio do atual prefeito Humberto Souto. Querer “passar com os carros diante dos bois”, saltar etapas é um grande risco. Aliás, analisando friamente, o quadro sucessório, se as eleições fossem hoje, a referida pessoa teria dificuldades de aparecer nos holofotes do processo.
Não fale do Judiciário
Infelizmente, a própria imprensa - cuja parte dos integrantes se acham no direito de ser militantes políticos - vem de forma escancarada abraçando candidaturas por interesses financeiros e se acovardado quando é para criticar ou apontar erros de comportamento, que por ventura venham a ser praticados por integrantes do Judiciário. Na prática, estão avalizando um novo tipo de democracia, que define que liberdade de expressão só é aceitável desde que não atinja os interesses da corte. Resumindo: aos aliados tudo; aos considerados adversários, a interpretação da lei é dentro de uma visão “caolha”.
Renovação na política
Posso ser mal interpretado, mas não concordo com determinados discursos e postagens pregando renovação na política. Sou de opinião de que deve haver, sim, renovação, mas, com a eliminação dos políticos que usam o cargo para se locupletar e que resolvem aparecer e tentar mostrar serviço somente em ano de eleição. Temos sim, entre os atuais parlamentares, aqueles que não só honram a população com a representatividade, mas também os que fazem jus ao cargo. Aliás, a principal bandeira do Norte de Minas deve ser a de defender os candidatos da região, apontando os culpados por trazerem deputados, principalmente federais, de outras regiões para levar os nossos votos em troca de migalha para eleitores e recursos de campanha para apoiadores, intitulados de lideranças.
Pires na mão
Tem candidato aqui pelas bandas do Norte de Minas que, apesar de mostrar visibilidade junto ao eleitorado, corre o risco de ficar no meio da estrada por falta de estrutura para tocar a campanha. Antes de aceitar a missão, recebeu do presidente do seu partido, o PDT do deputado Mário Heringer, a promessa de ter o suficiente para tocar o barco. Como precisa confeccionar material de campanha, contratar estrutura, pessoal e manter veículos e outros, a corda já começou a chiar. Se não chegar socorro, não terá fôlego para chegar sequer no dia 10 de setembro.
Anel Rodoviário
O início das obras do Anel Rodoviário Norte em Montes Claros já se transformou em novela. Comentaremos o assunto na próxima coluna.