Não somos animais na totalidade do termo, temos consciência, e outras aptidões. Isso todos nós sabemos. Mas quanto a vida em sociedade, o convívio social nos põe em contextos diversos, seja na família, profissão, vida amorosa, acadêmica, comercial, cotidiana... Enfim. Esses contextos diversos, sempre terão, jogos emocionais envolvidos.
O problema, é que estes jogos emocionais, mais dizem respeito ao poder, autonomia e capacidade de ter o controle, do que efetivamente vencer uma batalha qualquer do dia a dia. Pois estes jogos emocionais, propostos pelas pessoas que nos circundam, geralmente desafiam nossa própria sanidade.
Isso, com certeza é um elemento que deriva do próprio ato de ser narcisista. E a sensação de observação com olhos atentos, cria a certeza para o egocêntrico, que estes jogos emocionais servem para que este ganhe.
O problema é que ninguém ganha, quando o foco é apenas o ato de jogar. E nesse contexto podem se criar parâmetros recíprocos de confluência sistêmica nos atos costumeiros de jogar emocionalmente com as pessoas.
Não devemos esquecer, que todos nós fazemos isso. Uns, mais do que os outros. Mas o jogo emocional, é o único meio pelo qual nossa insatisfação garante o resultado da consequência comportamental esperada à um terceiro. Ou pior, que o nosso desejo por ser observado, prevaleça, ante a inequívoca certeza de que neste jogo emocional, nem sempre um jogo amistoso é o suficiente. Algumas pessoas querem goleadas sem plateia.
Estas pessoas, jogam tão arduamente os jogos emocionais. Que consequentemente, encontrarão almas inseguras e condescendentes, tão egocêntricas quanto as próprias, para que possam esgrimar a satisfação diária da suposição de terem logrado pequenas vitórias. Fato triste, é que isso move o mundo. As pessoas não vivem sem o desafio de profanarem a expectativa alheia ao ponto de se sobressaírem ao menos em algo ao longo do dia...
Por isso. Esse dito jogo emocional, cria para todos esses contextos citados, não só um jogo, como também um fogo emocional. Que garante que a chama da expectativa, se torne a brasa da dúvida. Sendo que essa, atormenta, mas não nos faz perder. E tão somente, nos dá vontade de talvez um dia, ganhar.