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Quinta-Feira,16 de Janeiro

A palavra do pastor: Politeísmo

Jornal O Norte
Publicado em 26/04/2006 às 12:02.Atualizado em 15/11/2021 às 08:33.

Sólon Diniz Cavalvanti, de Pirapora


prsolon@hotmail.com



Nas últimas décadas os investigadores descobriram provas que, nos tempos primitivos, havia convicção de um ser supremo, criador único e merecedor de toda a reverência.



Isto causa fragilidade a posição, ainda em voga, que o homem pré-histórico era politeísta e que o monoteísmo aparecera pela primeira vez na história muito tempo depois do homem neolítico.



- Não adorar outros deuses é o primeiro mandamento no decálogo da religião monoteísta, o judaísmo de onde derivou o cristianismo e o islamismo



O politeísmo, então, terá sido uma degradação do monoteísmo, e representa um caos histórico, determinado pelo bestializar da moral e da mentalidade da civilização.  Como doutrina e sistema religioso, o politeísmo reconhece a existência de múltiplos poderes divinos a quem se rende adoração, configurando a idolatria como modelo mais conhecido.



Não adorar outros deuses é o primeiro mandamento no decálogo da religião monoteísta, o judaísmo de onde derivou o cristianismo e o islamismo.



O Sábio Deus Único temia não a concorrência de um real oponente, mas de um rival fictício que desviaria o homem da estrada da Vida, para as vielas da morte. Disse Jesus “Eu Sou a Estrada”. (João 14:6)



A deterioração espiritual do gênero humano ampliou o seu infortúnio. Temos profusão de ídolos e superabundância de angústia e desesperança.



Alguns ícones do nosso tempo explicitam a nossa debilidade humana. Embora a modernização não configure pecado a nossa relação com ela pode sinalizar o comprometimento da nossa espiritualidade.



Adoramos o computador e o celular, e alguns fazem sacrifícios para ter o último modelo. Os “deuses eletrônicos” sempre exigem sacrifícios de atualização, gerando um sentimento de insatisfação progressiva: sempre quero mais, nada me satisfaz. Isto se torna um caractere decisivo nas outras relações, a fugacidade. Disse Jesus “Eu sou a fonte da satisfação” (João 4:14).



Adoramos o carro, que deixou de ser um meio de transporte e agora é um ídolo. Alguns vivem para o veículo e é comum dedicarem mais tempo a ele do que aos amigos e à própria família. É comum alguém dizer “o sábado é do carro”.



- As vestes deveriam proteger o nosso corpo, apenas isto



O momento do filho o pai dedica ao carro transformado em um deus. O traficante da esquina tornar-se-á a falsa divindade desta criança. Disse Jesus “Eu Sou a Verdade” (João 14:6).



Adoramos as roupas e comprometemos a nossa alimentação pela moda. As vestes deveriam proteger o nosso corpo, apenas isto. Dobramos os nossos joelhos nas lojas caras transformadas em templos da vaidade, e sacrificamos a saúde financeira da família no altar da moda. Chegamos às raias do absurdo de pagar, e caro, por roupas rasgadas.



Ficamos agradecidos aos deuses por andar maltrapilhos. Recebemos lixo dos deuses deste século e lhes agradecemos como se contemplados com refeição festiva. Disse Jesus “Eu Sou o banquete celestial” (João 6:35).



A pluralidade dos deuses é espantosa. Espreitam em cada esquina, furiosos, obstinados a quem possam enganar e conduzir a caminhos que parecem de vida, mas são caminhos de morte. Disse Jesus “Eu sou a razão da existência” (João 14:6).

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