Museu: lugar do aprendizado

Vitrine Literária / 03/07/2021 - 00h01

Com a criação do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, o montes-clarense passa a fazer parte de um seleto grupo de pessoas com o total conhecimento da história, em todas as suas variantes. Durante longos anos, a história de Minas Gerais limitou-se, entre nós, somente nos relatos cronológicos de velhos alfarrábios, todos eles contidos em velhas prateleiras de bibliotecas particulares, mas sem o acesso das pessoas interessadas no conhecimento da história local.

Então, veio a criação do egrégio Instituto Histórico e Geográfico com mais de 8 mil livros em três excelentes departamentos de leitura, assim classificados: Geografia, história e literatura de autores montes-clarenses.

Agora, neste dia 3 de julho, aniversário de Montes Claros, o Instituto Histórico e Geográfico inaugura outras dependências com a criação dos Memoriais e do Museu de Armas, sempre com a mesma determinação de oferecer ao povo uma oportunidade ímpar de conhecer melhor a terra em que nasceu. 

Nota-se que, no correr dos anos, a educação escolar tinha a noção muito clara de que o indivíduo era, em última análise, apenas um aspecto subjetivo da cultura. Sendo assim, necessária se fazia uma modificação no resgate da memória para inserir o homem no seu lugar de origem.

Hoje, além das bibliotecas, o Instituto Histórico e Geográfico conta ainda com o Museu-memorial para demonstrar, com clareza, a importância da influência cultural da história na formação de um povo. Uma cidade sem memória é uma cidade sem história, e isso não pode acontecer com a nossa gente em tempos prósperos do desenvolvimento econômico-social.

A nossa cidade já conta com o Museu Regional, muito bem instalado pela Unimontes no antigo prédio da Fafil, onde presta um excelente serviço aos visitantes do bem informar sobre as nossas tradições e os nossos costumes. Por sua vez, a

Secretaria Municipal de Cultura vem trabalhando, incessantemente, na construção do Museu da Arte e do Som, que também terá um papel muito importante para o aprendizado da nossa narrativa.

Nunca é tarde para se fazer o que já deveria ter sido feito há anos. Não! É por isso que o sentimento de amor a Montes Claros está cada vez mais presente nas pessoas. Não necessariamente nos filhos nascidos deste torrão natal, como também nos adotivos que amam a cidade com amor verdadeiro como se filhos dela fossem.

Montes Claros é uma cidade fantástica, bonita e alegre, que sempre recebeu os adventícios de braços abertos e com um belo sorriso “kolinos” nos lábios, de orelha a orelha, por todos os cantos e recantos aqui existentes. Por assim constatar-se, o “comprometimento” é a palavra de ordem, pois ela remete em nós a atitude da sabedoria para se alcançar o sucesso do resgate histórico dos nossos ancestrais.

Partindo dessa premissa, entendemos que o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros tem alavancado o interesse coletivo em trazer para o presente o glorioso passado do nosso povo. Portanto, o Museu é um lugar que nos apresenta inexcedível perfeição material, moral ou intelectual e de elevado valor para a sociedade. Nas entranhas de cada compartimento há uma forma usual de “ver” e “ouvir” história e estórias contadas por alguém em tempos de antanho.

Em última análise, o Museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição. Vamos visitar o Museu do IHGMC.

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