Novo secretário

Preto no Branco / 04/05/2021 - 00h35

Poucas pessoas entenderam a decisão do prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, de indicar interinamente a secretária de Planejamento e Gestão, Celeste Fróes, para responder pela Secretaria de Meio Ambiente. A coluna foi em busca da resposta e conseguiu levantar que a decisão se deve à confiança na funcionária, à guerra interna e aos lobbies pela nomeação. Até por não aceitar pressão, o prefeito estaria esperando a poeira baixar para apresentar o nome de sua confiança. Aliás, apuramos que tem ocupante de cargo de destaque no primeiro escalão se apresentando como interessado.

CPI Covid
Nenhum brasileiro desprovido de sentimento político ideológico seria capaz de se manifestar contrário à instalação da CPI da Covid-19, cujo objetivo é investigar as ações relacionadas à questão, nas três esferas do poder (municipal, estadual e federal). Entretanto, envergonha os profissionais da imprensa, sérios e comprometidos, a nomeação para relatoria do senador Renan Calheiros que, segundo a própria imprensa, responde por 17 processos de cometimento de irregularidades. O mais triste é o fato de que, por questões financeiras e ideológicas, setores da imprensa abrem os holofotes para “as verdades” do senador como conceito absoluto, que não existe.
 
Leucena e os canais
Passeios e o próprio canal de avenidas em Montes Claros, a exemplo da avenida Sidney Chaves, vêm sendo destruídos por planta (árvore) conhecida como Leucena. O problema é do conhecimento da prefeitura, que busca uma forma de resolver, mas tem esbarrado em leis ambientais. É que, a princípio, a solução seria a utilização da chamada “capina química”, que é proibido por órgãos ambientais. A proliferação e o crescimento rápido da planta tem impedido o controle.
 
Almoço de graça
Estamos assistindo pré-candidatos que enfrentarão as urnas pela primeira vez em 2022 fechando acordo com outros candidatos (dobradinha) sem definir limites para o acordo. O resultado é que estes estão correndo o risco de servirem apenas como cabo eleitoral. Neste caso, vale o ditado: “No mundo empresarial e político, ninguém dá almoço de graça”. A confiança e a amizade são comuns dentro do processo, mas não é o combustível que alimentará a campanha. Mesmo no caso das dobradinhas, a regra é “cada um por si e Deus por todos”.
 
Recados das ruas
Independentemente da leitura dentro do campo ideológico, as manifestações ocorridas no país, no último sábado (1º de maio), em que milhares de pessoas foram às ruas para se manifestarem seja a favor do presidente Bolsonaro, seja contra o STF, ou outro tipo de apelo, servem como recado para as três esferas de poder, e particularmente para o Congresso Nacional, que tem sido omisso, apenas colocando lenha na fogueira do enfrentamento.

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