Atraso em investimentos

Preto no Branco / 17/01/2020 - 07h53

Investimentos de cerca de R$ 9,1 bilhões no Norte de Minas poderão sofrer atraso, em decorrência de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal, que questiona a competência administrativa do licenciamento ambiental do empreendimento que a Sul Americana de Metais (subsidiária da Honbridge Holdings) realizará na região de Grão Mogol. Na prática, querem saber se o licenciamento ficará a cargo do Ibama ou do Estado. A direção da empresa informou à Coluna que adotará as medidas necessárias para dar continuidade ao licenciamento e que o processo está dentro da legalidade e obedece às normas e legislação vigentes. Vale lembrar que só o complexo na região está orçado em R$ 7,9 bilhões.

Redenção da região
Sem entrar no mérito das questões jurídicas, entendo que o projeto que a SAM irá implantar na região de Grão Mogol é a única forma de fomentar, naquela área, uma plataforma de crescimento econômico e social, até pelas características da área. Vale lembrar que o projeto Bloco 8, composto por um complexo minerário e uma barragem de água, foi apresentado a todos os segmentos da região e do Estado, inclusive para a imprensa. Não ficaram dúvidas em relação à sua segurança, inovação e benefícios incluídos para atender aquela população.
 
Decisão
A decisão de questionar a responsabilidade pela análise do licenciamento ambiental da SAM, na obra a ser implantada em Grão Mogol, foi do juiz federal em Montes Claros, Marco Frattezi Gonçalves, atendendo a pedido do Ministério Público, e ocorreu na terça-feira (14).
 
Vai para reeleição
Na Coluna de ontem, comentamos sobre os nomes que estão sendo colocados como pré-candidatos a prefeito em Janaúba. A divulgação serviu para que houvesse manifestação em relação aos nomes colocados, inclusive, com o contraditório. Leitor da Coluna, com acesso e envolvimento direto no processo político do município, comentou que o vereador e odontólogo Sérgio Coelho, citado na nota, irá tentar mesmo é a reeleição e, pelo jeito, terá que mudar de partido, uma vez que na última eleição o DEM só tinha ele como candidato a vereador. No caso do advogado e suplente de deputado federal Marcus Soares, também citado como candidato, já declarou que não será candidato neste ano, mas, sim, em 2022.
 
De quem é o partido
Além da preocupação com o fim da coligação na proporcional, uma outra dúvida que os pretensos candidatos a vereador estão tendo é em relação à garantia de legenda em agremiação que consiga viabilizar sua eleição. Primeiro, que correm o risco de na última hora se filiarem candidatos que prejudiquem projetos da maioria. Um outro problema é que todos os partidos têm donos, e são, na sua maioria, chefiados por parlamentares. Se não bastasse, parte das decisões vem de cima para baixo, a exemplo de determinar qual candidato na majoritária terão que apoiar.

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