Minas Gerais, os amores que me encantam

Pilar Literário / 05/02/2021 - 00h02

Minas Gerais é o segundo Estado brasileiro em número de habitantes: cerca de 21.119.536. É o quarto em extensão territorial. Possui 853 municípios. Dentre eles estão as cidades históricas e as estâncias hidrominerais.

Estas últimas são Caxambu, Cambuquira, Poços de Caldas, São Lourenço, Lambari, Campanha, Heliodora, Soledade de Minas e Araxá.

Araxá teve sua origem do tupi-guarani, formado pela junção dos termos “ara” e “cha”, que significaria, respectivamente, “lugar” e “alto elevado”, ou seja, um lugar ou terreno elevado. Também o termo foi utilizado para identificar alguns grupos indígenas locais, denominadas por algumas fontes históricas como Araxás ou Arachás. Araxá fica no Triângulo Mineiro.

Integra o Circuito das Águas de Minas Gerais reconhecidas pela propriedade terapêutica e pelo clima agradável o tempo todo. Fortaleceu-se como polo turístico na década de 1940, com a inauguração do Complexo Termal, o Balneário da cidade, que foi tombado pelo governo de Minas Gerais. Araxá teve início em 1788, data em que foi celebrada a primeira missa do território.

Ali tem banhos de lama, massagens, piscinas, passeios de caiaque e de stanel up padlle; produção de queijo, uma cachaçaria e uma fábrica de doces.

O Tauá Hotel foi inaugurado por Getúlio Vargas em 1944 e abrigava um dos seis cassinos de Minas Gerais. Pelos seus corredores circulava a nata da sociedade brasileira e em seus suntuosos salões aconteciam banquetes e sons, com a presença de políticos, empresários e artistas. O Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Barreiro foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). 

Em Araxá não faltou a força e a beleza da mulher mineira. Ana Jacinta de São José foi uma personagem influente no século XIX, na região de Araxá. Dona Beja nasceu no século XIX e foi a personagem mais famosa de Araxá. Foi uma mulher à frente de seu tempo e muito bonita.

Diziam que sua jovialidade vinha dos banhos de lama e das águas sulfurosas e radioativas, que ela usava no Complexo. Sua beleza causava inveja nas outras mulheres. E dona Beja encantava os homens.

Foi então que ela conheceu o fazendeiro Manoel Fernandes Sampaio, seu colega de catecismo com quem acabou tendo longo relacionamento anos depois. Beja foi um apelido dado pelo seu avô por este compará-la à doçura e à beleza da flor “beijo”.

Sempre haverá na história um lugar onde a mulher possa mostrar e/ou desenvolver seus dotes, sua cultura, sua religiosidade, despertando a beleza e o valor da vida desvestida de preconceitos e de caprichos pessoais.

 

 

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