Dia da Criança

Pilar Literário / 09/10/2020 - 00h47

A violência contra crianças e adolescentes recua 28,39%, mas os números ainda preocupam o Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), referência no atendimento a vítimas. O abuso contra a criança e o adolescente vem de longa data, desde os dias de Israel. A criança, nessa época, parecia não ter valor. Eram sacrificadas, molestadas e poderiam ser até vendidas para aplacar a situação de pobreza das famílias e serviam como escravas ao credor. Hoje, as práticas são quase as mesmas e a questão ainda preocupa as autoridades.

Mesters relata que Deus usou quatro mulheres no passado, nos dias da nação de Israel, para agir em defesa das crianças: Sifrá e Puá, que eram parteiras, e Joquebede e Miriam (mãe e irmã de Moisés). Essas mulheres iniciaram um movimento de resistência contra o Faraó do Egito, notadamente contra a decisão do extermínio dos meninos. É dessa maneira que Deus passa a se revelar como o Deus da vida e as crianças passam a ser vistas sob uma nova ótica.

Mas, no Brasil, cresce de maneira preocupante os casos de abusos contra as crianças. Outro dia, alguém me procurou para saber que atitude tomar em favor de três crianças e uma adolescente que sofriam ameaças de um padrasto. Eu orientei que denunciasse, porém ele mostrou-se desencorajado para tal. Expliquei-lhe que a denúncia era anônima, mesmo assim, ficou oscilante. Então, busquei orientação, abracei a causa e chegamos até o Conselho Tutelar, que resolveu o problema.

Não podemos nos acomodar porque tem o Ministério Público, o Conselho Tutelar e as demais autoridades constituídas de poder para a solução da dificuldade. Muitos casos não chegam ao conhecimento deles. E nós que conhecemos temos a responsabilidade de fazê-los cientes.

Não quero causar pânico, criar medos infundados. Mas nunca se sabe a maldade que pode estar por trás de um abusador. Por isso, quero deixar com você algumas orientações básicas: nunca deixe uma criança passar muito tempo sozinha com um adulto; fique atento ao tipo de carinho que o adulto dá à criança; certos tipos de carícias podem deflagrar suspeitas; se a criança reclamar de alguma coisa, acredite na criança. Fique atento (a) se notar mudanças repentinas no comportamento ou no humor da criança, queda no rendimento escolar, problemas alimentares, marcas no corpo ou dores sem motivo aparente na barriga. Isso pode ser indício de que seu filho ou filha está sendo molestado (a). 

E agora, você já sabe que presente vai oferecer ao filho (a) no Dia da Criança?

Eles só precisam de amor, de serem ouvidos, de serem compreendidos!!!

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