Sustentabilidade

Editorial / 21/04/2021 - 00h44

Se a pandemia tem incontáveis pontos negativos, ao menos um ponto positivo podemos contabilizar a favor dela. Ao fazer a humanidade parar, refletir e repensar sobre as suas ações e, sobretudo, ao obrigar as pessoas a manterem o isolamento social, o “novo normal” presenteou o mundo com um planeta mais limpo e com menos impactos ao meio ambiente e à vida das pessoas. 

Esse novo cenário, tão desejado pela maioria dos habitantes da Terra e que estava em eterno planejamento, aconteceu, ainda que os meios tenham sido os piores possíveis. Mas o fato é que a pandemia levou o homem a ter uma relação diferente, inclusive, com os recursos naturais.

Por mais que o cidadão tivesse consciência que a utilização do combustível fóssil nos veículos automotores e a consequente liberação de CO2 na atmosfera fosse prejudicial ao planeta, ele se matinha refém dessas conquistas, sem, de fato, buscar a utilização de energias mais limpas, em função de um comodismo crônico.

No Brasil, por exemplo, apesar de mais de 300 dias de sol e de regiões com muito vento, as energias hidroelétrica (gerada pela força hidráulica) e termoelétrica (aquela produzida a partir da queima de combustíveis fósseis: diesel, carvão mineral, gás natural, gasolina, etc.) continuam sendo as mais utilizadas no país. 

A alta do combustível, que se juntou à alta do dólar em meio a uma pandemia que derrubou a economia, fez os brasileiros analisarem o fato de que estarmos dependentes de uma energia limitada e finita é o problema das futuras gerações, quando temos a possibilidade de produzir energias mais limpas e menos nocivas.

Diversas nações no mundo têm investido grandes somas em matrizes de geração de energia, como a eólica (produzidas pelos ventos), solar, geotérmica (obtida a partir do calor proveniente do interior da Terra) e das marés. Esse é um exemplo a ser seguido pelo Brasil e um desafio não apenas para o pós-pandemia, mas para o agora. 

Não temos tempo a perder, urge fomentar e universalizar o acesso a essa energia limpa para todos. O Brasil, como país tropical, com forte incidência da luz solar e ventos satisfatórios, precisa investir para transformar esses recursos, que nos chegam gratuitamente, em energia. Esse é o caminho do futuro que leva à sustentabilidade.

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