Mais força para o Velho Chico

Editorial / 04/08/2020 - 00h01

Um patrimônio do semiárido norte-mineiro está prestes a receber uma injeção de vida, que irá também impactar fortemente na qualidade de vida do sertanejo mineiro, do agricultor e de todos que dependem dele para sobreviver. Um projeto da UFMG vai revitalizar as nascentes dos rios Japoré, Itacarambi e Calindó, que alimentam o rio São Francisco.

Aprovado pelo Comitê das Bacias Hidrográficas do São Francisco, o projeto tem como objetivo aumentar o volume e a qualidade da água dessas nascentes, o que impacta diretamente no rio da integração nacional.

Atualmente, o Velho Chico é fortemente impactado pela degradação e pelo uso ineficiente ou até mesmo incorreto da água por agricultores. E como é fonte de renda, de irrigação de culturas e de abastecimento para milhares de famílias, acaba tendo o volume reduzido ou de baixa qualidade, inclusive com contaminação.

As ações vão acontecer logo após a pandemia e devem durar cerca de seis meses. Os cursos d’água que serão alvo dos especialistas ficam em Miravânia, quase na divisa com a Bahia, e deságuam no Velho Chico perto de Itacarambi.

Os locais onde serão realizadas as intervenções já foram mapeados e o investimento será de R$ 500 mil. O que será feito, basicamente, é favorecer que a água da chuva infiltre no solo e atinja o lençol freático. Para isso, serão construídas pequenas barragens de contenção da chuva e terraços serão erguidos para evitar que essa água se perca.

As áreas onde ficam as nascentes serão cercadas, para evitar o acesso de animais. Mas, acima de tudo, é preciso a conscientização de toda a comunidade para que cuide do recurso hídrico que ainda tem disponível. E as crianças serão um dos focos de ação, de forma que eles sejam multiplicadores da ideia de que a preservação dos rios depende de cada um. 

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