Fênix

Editorial / 26/05/2021 - 00h07

Há um ano totalmente paralisado, o setor de eventos é um dos mais prejudicados desde o início da pandemia. O fato de oferecerem serviços que geram aglomerações tem impedido o setor de entrar no novo normal, de ser incluído nos decretos que trazem a flexibilização para várias áreas. A falta de perspectivas e de busca de soluções para as empresas que vivem de eventos e festas tem colocado o setor em risco, mais do que isso, tem levado um número incontável de famílias ao desemprego. Quando a quantidade de desempregados cresce, não apenas a economia sofre, mas, toda a comunidade, já que cresce a pobreza no país e, com ela, ocorre o agravamento dos problemas sociais.

Em busca de não se tornar um setor em extinção, empresários e associações ligadas a esse ramo e ao mercado de eventos vêm buscando junto ao poder público uma saída para que possam sobreviver sem colocar vidas em risco. Com protocolos já pensados, já preparados ,e até mesmo, trazendo de volta a modalidade drive-in, quem vive e sobrevive da realização de grandes e pequenos eventos, de festas institucionais ou familiares, quer ser ouvido. 

Para eles, um evento, ou qualquer atividade ao ar livre, realizado de forma responsável, com a aplicação de todos os protocolos sanitários, é menos nocivo do que andar em um ônibus, em vagões do metrô e de trens lotados. Em função de incoerências como essas, eles querem se fazer ouvir, querem deixar de serem marginalizados e passar a fazer parte do novo normal. Voltar à ativa é o sonho do momento.

Enquanto esse momento não se transforma em realidade, como todo brasileiro, e, talvez, como toda a humanidade, eles seguem vivendo de esperança. Da esperança de que o poder público encontre uma solução para que possam, como a Fênix, renascer das cinzas. 

Em alguns países, esse momento já chegou. Talvez, fosse o caso de se olhar para fora e buscar modelos que já deram certo, que estão dando certo, para, assim, dar ao setor a oportunidade de mostrar e provar que está consciente das limitações, que vai agir com responsabilidade, como muitos outros setores, e, principalmente, que cabe, sim, no normal.

Publicidade
Publicidade
Comentários