Dentro do perigo

Editorial / 13/06/2017 - 00h00

Um dos grandes patrimônios de Montes Claros, a Praça de Esportes, agoniza em meio ao abandono. A falta de manutenção é visível quando se anda por ela. Pouca coisa escapa da deterioração. Mato, lixo, entulho, ruína: é o que se vê. Um quadro que se agrava desde o início do ano, como já denunciou O NORTE em várias oportunidades.

Agora, um outro problema se une ao do abandono: o perigo que o local representa para a vida de crianças e adolescentes que o procuram para se divertirem de graça nos fins de semana. Principalmente a piscina, que tem até cinco metros de profundidade. As crianças e adolescentes entram com facilidade na Praça de Esportes pelo simples fato de não existir porteiro no local. Não somente porteiro. Também não existem funcionários cuidando da segurança. Na piscina, por exemplo, não há guarda-vidas, o que representa grave descumprimento de normas técnicas baixadas pelo Corpo de Bombeiros - como a que exige pelo menos uma boia na borda da piscina, ou outra, que determina uma cadeira elevada de observação de guarda-vidas. São apenas duas normas, entre dezenas de outras que não estão sendo observadas pela prefeitura de Montes Claros, responsável pelo local - que, aliás, não respondeu ao questionamento sobre a irresponsabilidade com a vida de dezenas de crianças e adolescentes, cujos pais, eles mesmos confirmam, também não saberiam que estariam ali, nesses dias, colocando a vida em risco.

Crônicas de mortes anunciadas já ganharam a realidade por várias vezes. Esperamos que esta não seja mais uma - e que as autoridades envolvidas na questão saibam evitá-la.

Com responsabilidade, o que está faltando.

 

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