Casamento eleitoral

Editorial / 22/10/2020 - 00h01

As eleições 2020 chegaram e nem mesmo a pandemia impediu os candidatos de saírem às ruas em busca de votos. Para aqueles que acreditavam que a campanha seria feita apenas pelas redes sociais ou, ainda, através dos programas de TV e rádio, a população tem mostrado que continua à moda antiga: quer ver os candidatos, quer conversar com eles sobre suas demandas, sobre suas necessidades. O povo não quer apenas votar por ouvir dizer, por ver na TV, quer votar porque olhou no olho deste e daquele candidato e enxergou ali a verdade ou aquela faísca que demonstra que foi ouvido, que sua história será respeitada e que haverá um empenho para garantir dignidade para o cidadão.

Mas nem todos os candidatos entenderam esse apelo do cidadão ou, talvez, tenham entendido, mas não compreendido a importância que a presença física tem para o eleitor. Para aqueles que têm o poder de escolher, de decidir quem vai administrar qualquer cidade brasileira e quem vai assumir uma das cadeiras no Legislativo municipal, a presença física dá segurança. E mais, é garantia de que os compromissos, do que foi acordado, não se perderá no tempo, mas será honrado.

Por isso, a campanha que começou fria, já está esquentando com a presença daqueles que querem verdadeiramente mostrar a cara, que querem verdadeiramente apresentar suas propostas e mostrar a viabilidade destas. Para estes, a população, mais do que cumprimentar com os olhos, que são “as janelas da alma” e que não estão cobertos pela máscara que protege, tem guardado abraços, sorrisos e muitas palavras de incentivo. 

Porque, na visão do cidadão, aqueles que tiveram a coragem de deixar suas casas, de deixar suas famílias e ir até o povo merece tudo e merece mais, merece o voto. Eles acreditam que aquele que tem essa coragem estará ao lado do povo em qualquer situação, como em um casamento: na saúde e na doença... E é exatamente isso que se terá para os próximos quatro anos, um casamento, selado nas urnas, em que povo e candidatos decidem unir forças para promover um amanhã melhor.

Aqueles que decidiram economizar saliva e sola de sapato, ficando em casa, mostrando seus projetos apenas em cenas de programas, construídas e editadas, que escolheram ficar longe do povo, que preferiram caminhar sozinhos, podem, ao final, estar perdendo o trem da história. E mais, assumem o risco de ter um final longe do sonhado happy end. 

 

Publicidade
Publicidade
Comentários