CPI da Covid

Coluna Esplanada / 23/03/2021 - 00h01

A CPI da Pandemia, idealizada no Senado para investigar os atos do presidente da República e do Ministério da Saúde, já conta com 32 assinaturas, mais do que o necessário por regimento para ser aprovada pela Mesa Diretora da Casa. A decisão agora está na caneta do presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. A morte de Major Olímpio – o terceiro parlamentar do Senado vítima da Covid-19 – causou mais comoção entre os pares e a comissão ganhou força entre gabinetes. A lista antiga contava com a assinatura de Olímpio. A despeito da sua saída do Ministério, caso a CPI seja oficializada, o general Eduardo Pazuello será convidado a depor.

Dois lados
Os maiores entusiastas da CPI são os senadores Randolfe (REDE-AP), Humberto Costa (PT-PE), Cid Gomes (PDT-CE). Mas há aliados do Palácio dispostos a avalizar.
 
Fogos
Um foguetório de 20 minutos na noite de sábado perto do Palácio da Alvorada. Foi assim que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro o homenagearam pelo aniversário.
 
Front do balcão
O número é assustador. Pelo menos 17 farmacêuticos morreram em Brasília vítimas de Covid-19 até a sexta-feira. O sindicato da categoria vai pedir prioridade na vacinação.
 
Negócio da cova
Funerárias das capitais já foram informadas de que vai faltar caixão a partir desta semana. Os maiores fornecedores são do Rio Grande do Sul e deram o alerta.
 
Cadê vocês?
Muito já se fez em outras épocas de crise de abastecimento nacional, ou por vítimas de seca e enchentes. Mas no pior cenário da pandemia da Covid-19, não se vê campanha alguma de solidariedade das Igrejas (Católica e evangélicas), nem da mídia, para arrecadação de cesta básica. O auxílio emergencial não está dando conta.
Ex-amigo
Bolsonaro não emitiu um “a” sequer em homenagem in memoriam ao ex-senador Major Olímpio. O Palácio confirmou que não emitirá nota. Olímpio obteve 9 milhões de votos por São Paulo e foi o maior incentivador de Bolsonaro no Estado.
 
Paulistana
A carioca Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson e futura manda-chuva do PTB, mudou-se para São Paulo. Já tem o título de eleitora da capital e disputará a Câmara dos Deputados.
 
Saudade de irmão
O ex-senador Magno Malta está tão alheio à política que soube mais de 24 horas depois do anunciado da morte do vereador e ex-colega de Câmara Irmão Lázaro, vítima da Covid-19. Caiu no choro convulsivo. Malta atua hoje como empresário de lutadores de MMA e é dono de uma rádio.
 
Cultura agoniza
Brasília perdeu dois dos seus maiores livreiros, em tempos tão difíceis para o meio cultural. Gilvan do Sebão da 409 Norte, e Luís da Livraria Pindorama, da 505 Sul. 
 
Retrato do Brasil
A bandeira do Brasil no Pavilhão Nacional ficou tremulando com um grande rasgo por cinco dias na Praça dos Três Poderes. O flagrante foi do experiente fotógrafo Orlando Brito.

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