As opções de Moro

Coluna Esplanada / 12/11/2021 - 00h02

Uma raposa política repete que ninguém vai falar a que cargo concorrerá na eleição até o dia da convenção partidária. Com o ex-juiz federal Sérgio Moro (Podemos-PR) não será diferente. Moro, hoje, é candidato a presidente. Mas seus planos podem mudar a partir de abril de 2022, quando partidos oficializam coalizões. Sérgio Moro é candidato a tudo: a deputado, senador, presidente, governador. Ou até a vice na chapa de João Doria (PSDB) – se passar nas prévias tucanas – de Rodrigo Pacheco (PSD) – se este não se tornar vice também. E ainda existe o União (DEM + PSL), que pode apresentar um nome viável politicamente para oferecer a vaga de vice ao ex-ministro ou lhe oferecer um vice. Moro pode disputar o Senado pelo Paraná. O senador Álvaro Dias, seu tutor, está em fim de mandato e não descarta abrir mão da vaga.

Tempo dirá
Dentro do partido, há um canto uníssono a quem almeja o trono: o pré-candidato é um soldado da legenda. Quem norteia o caminho são as pesquisas de intenção de votos.
 
Voz do povo
Até abril, o Podemos vai realizar pesquisas quinzenais, quantitativas e qualitativas. São os números vindouros e sigilosos, da voz popular, que indicarão o caminho de Moro. 
 
Vem pra Moro?
Sérgio Moro já agendou encontros com líderes do MBL e Vem pra Rua, movimentos que saíram às ruas e catalisaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
 
PTB cai.. 
O PTB está se esfacelando numa autofagia inimaginável. Era potencial destino do presidente Jair Bolsonaro para filiação. Com a prisão de Roberto Jefferson (sem previsão de sair da cadeia), o partido caiu em desgraça. A própria filha, Christiane Brasil, brigou com Jefferson ao ser preterida para comandar a legenda interinamente.
 
..em desgraça
Ontem, com a decisão do STF em afastar Jefferson da presidência por 180 dias (ele estava apenas licenciado), o ministro Alexandre de Moraes começou a jogar uma inegável pá de cal no PTB. O pedido, aliás, foi feito por sete deputados petebistas insatisfeitos com a conduta de Jefferson. Para uma amostra do cenário.
 
Governo cerca Ifood 
O Ministério da Justiça notificou o Ifood para esclarecer possível vazamento de dados dos usuários do app. A Secretaria Nacional do Consumidor quer explicações se houve vazamento, qual a empresa prestadora de serviços, se realmente foi um funcionário ou ataque cibernético que alterou dados visíveis do app para clientes com cunho político.
 
Aliados de André
Segue a agonia de André Mendonça, ex-AGU, para o STF. Dentro da Corte (isso conta também no lobby fora dela) ele só tem apoio do presidente Luiz Fux e de Luís Roberto Barroso. Consideram André um lavajatista.
 
Tchau, Lisboa
Os milionários seminários de Aécio Neves e Kátia Abreu bancados com dinheiro público em Lisboa vão contar com a presença do presidente da Câmara, Arthur Lira - que viajou ontem para a Europa; e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que está na Europa e deve passar no evento. Lira decidiu de última hora comparecer ao seminário.  
 
Você pagou
Os seminários sobre agronegócio e língua portuguesa serão hoje e amanhã, organizados pelas Comissões de Relações Exteriores do Congresso, com parlamentares brasileiros convidados – passagens e diárias pagas pela verba indenizatória.
 
Esticadinha 
As comitivas brasileiras ainda aproveitam o feriadão do 15 de novembro no Brasil e esticam a estada em Portugal, para prestigiarem de 15 a 17 um seminário da faculdade IDP, de Brasília, tradicionalmente realizado em Lisboa.

 

 

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