A retirada dos trilhos da Ferrovia Centro Atlântica do Centro de Montes Claros é uma das principais alternativas para amenizar o caótico trânsito, cuja tendência é de se agravar com o aumento expressivo do número de veículos em circulação. A observação partiu do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Gilberto Eleutério, ao comentar sobre sugestão apresentada em recente reunião no Sest/Senat de se fazer descargas na área central no período noturno para evitar o gravamento do problema no setor. Segundo ele, os empresários são contra a proposta, que só iria acarretar dores de cabeça, como pagamento de horas extras e risco de assaltos.
- Esta alternativa não conta com o apoio dos comerciantes, o que precisamos é buscar meios mais eficientes para evitar o caos total no trânsito no centro da cidade. A situação piora a cada dia sem que sejam tomadas providências que pelo menos a amenize - argumenta o presidente da CDL, ao sugerir a mobilização das lideranças para tirar o projeto do papel e construir duas extensas e largas avenidas, que seriam a forma de desafogar o trânsito do centro. Para ele, há necessidade de união de esforços para cobrar dos governos estadual e federal a liberação de recursos para se iniciar as obras de retirada dos trilhos, que incomodam e geram protestos da população.
Apesar de reconhecer que o projeto, elaborado há anos, demanda recursos expressivos, o presidente da CDL entende que é preciso buscar apoio mais consistente do poder público em todos os níveis, já que a administração municipal não tem como bancá-lo só. De acordo com Gilberto Eleutério, as lideranças precisam se mobilizar para pressionar o governo a disponibilizar os recursos e criar perspectivas de retirada dos trilhos para a construção das avenidas. Lembra que os deputados estaduais e federais podem contribuir de forma direta. Ele chama atenção para o fato de que outras cidades de Minas colocaram a medida em prática e Montes Claros também pode fazê-lo, desde que haja empenho e vontade política.