Logotipo O Norte
Sexta-Feira,29 de Agosto

Postos de combustíveis à mercê de assaltantes - Frentistas reclamam da falta de segurança para trabalhar, especialmente à noite

Jornal O Norte
Publicado em 18/05/2011 às 09:45.Atualizado em 15/11/2021 às 17:27.

SAMUEL NUNES


Repórter



Os mais de 20 assaltos por mês em postos de combustíveis estão preocupando trabalhadores como os frentistas. É o que disse a O Norte na manhã de ontem, o diretor regional da Federação Nacional dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Hozano Felix da Silva.



Samuel Nunes


null


Anderson Carlos de Oliveira diz que é preciso mais policiamento nas imediações dos postos



- Em Montes Claros, a federação se preocupa com os trabalhadores que sofrem por falta de segurança. Foi feito uma pesquisa com os frentistas e eles responderam que antes de serem assaltados, os locais são sondados  para facilitar posteriormente a ação dos assaltantes - conta.



Hozano Felix diz que quem trabalha com dinheiro nos postos de combustíveis, no momento da saída para as agências bancárias, já se sente temeroso quando chega algum indivíduo com motocicleta, principalmente com passageiros na garupa.



- Os trabalhadores vão atender com medo, já imaginando que quem chega de moto irá praticar assalto. Já conversamos com proprietários de postos de gasolina, que afirmam ser complicado pedir que o motoqueiro retire o capacete, por correr o risco de eles deixarem de abastecer a motocicleta - frisa.



Hozano afirma que independentemente de o motociclista abastecer ou não, é primordial que se faça cumprir a lei 4.162 de 29 de outubro de 2009, aprovada pela Câmara Municipal, que proíbe o uso de capacete nos postos de combustíveis no momento do abastecimento. Segundo ele, um levantamento realizado pela federação revela que muitos frentistas reclamam que quando o posto é assaltado, algumas empresas descontam o valor do assalto do salário do funcionário.



- A Fenepospetro tem acompanhado as homologações e percebido que vêm descontos em valores muito altos na folha de pagamento dos trabalhadores devido aos assaltos. Alguns assaltos acontecem por falta de segurança da empresa. A maioria dos postos 24 horas trabalha com apenas um funcionário, correndo risco de morte - sustenta.






MEDO



O sindicalista salienta que devido à falta de segurança vários trabalhadores têm procurado a subsede da Fenepospetro alegando que não querem mais trabalhar à noite. Ele ressalta que na região de Ipatinga, área de abrangência da Fenepospetro, a entidade e a Policia Militar estão desenvolvendo um trabalho sobre segurança nos postos e isso tem dado um bom resultado, pois os assaltos têm diminuído. 



- É preciso envolver a sociedade, consumidor, patrões, empregados, sindicatos, poder público e judiciário, para que elaborem um programa de prevenção de segurança junto os estabelecimentos, pois o frentista trabalha na linha do revólver - argumenta.



Segundo Hozano Felix, a entidade que preside pediu ao departamento jurídico da Minaspetro, entidade representativa da classe patronal, em 01 de outubro de 2010, que informasse aos seus filiados o cumprimento da lei municipal que proíbe o uso de capacetes nos postos, bem como também orientar e dar publicidade para que através de placas, adesivo e faixas, todos os proprietários possam divulgar a referida lei. Mas isso não aconteceu.



- A Fenepospetro com relatos levantados junto à categoria através do departamento jurídico já esta tomando as providências junto à promotoria para que a lei seja cumprida. Não vamos desistir do nosso objetivo, só assim construiremos uma sociedade melhor - frisa. 






FRENTISTAS



O encarregado de pista de um posto de combustível localizado à Avenida João Luiz de Almeida na Vila Guilhermina, Anderson Carlos de Oliveira, observa que é preciso haver mais policiamento nas imediações dos postos. Ele afirma que esta ação pode inibir a intenção de quem comete assaltos. A sua colega de trabalho, Elilene Maria de Oliveira afirma que a lei municipal que proíbe o uso de capacetes nos postos não resolve o problema. Entretanto, no entendimento dela, pode identificar o meliante, o que já ajuda, de certa forma, a combater o problema.

Compartilhar
E-MAIL:jornalismo@onorte.net
ENDEREÇO:Rua Justino CâmaraCentro - Montes Claros - MGCEP: 39400-010
O Norte© Copyright 2025Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por