Águas do ‘Velho Chico’ começam a chegar a MOC

Obras do Sistema São Francisco foram entregues nesta quarta-feira e vão garantir o abastecimento na cidade pelos próximos 30 anos

Larissa Durães
Publicado em 09/06/2022 às 08:58.
Governador Romeu Zema salientou a importância da obra do Sistema São Francisco, que conta com captação, vários quilômetros de adutora e estação de tratamento (fotos gil leonardi/imprensa mg)

Governador Romeu Zema salientou a importância da obra do Sistema São Francisco, que conta com captação, vários quilômetros de adutora e estação de tratamento (fotos gil leonardi/imprensa mg)

Em algumas semanas, Montes Claros poderá contar com o suprimento adicional de água de 500 litros por segundo. Esse volume é proveniente da fase de testes da adutora do Sistema São Francisco, que deve afastar o risco de desabastecimento na maior cidade do Norte de Minas pelos próximos 30 anos.

As obras foram entregues nesta quarta-feira (8), em Montes Claros, pelo governador Romeu Zema (Novo), acompanhado do diretor-presidente da Copasa, Carlos Eduardo Tavares de Castro, e do vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (PSL).

A solenidade de lançamento aconteceu na nova sede da prefeitura e a entrega da obra ocorreu na Estação de Tratamento de Água (ETA) Morrinhos.

Com investimentos da ordem de R$ 264 milhões, as obras iniciadas pela Copasa em janeiro do ano passado visam captar água do rio São Francisco, na cidade de Ibiaí, e, por meio de uma Estação de Tratamento de Água, 93 quilômetros de adutoras e quatro estações de bombeamento, levar a água já tratada a Montes Claros.

O projeto contempla a construção de dutos desde a captação, em Ibiaí, até a Estação de Tratamento de Água do Rio Pacuí, em Coração de Jesus. No município, a nova adutora se une à tubulação do Sistema Pacuí, que já leva água até Montes Claros, garantindo o abastecimento de água para mais de 430 mil habitantes.

“Essa obra vai garantir a segurança hídrica não só para Montes Claros, mas como para diversas cidades no trajeto, como Ibiaí, o distrito de Bom Jesus da Vereda e Coração de Jesus, com possibilidade de ampliar para a região de Brasília de Minas, Campo Azul e cidades próximas. Isso significa que a região, mesmo em períodos de seca mais severa, terá a garantia do abastecimento de água”, destaca o governador.
 
MARCO
O secretário Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) e vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, afirma que essa obra representa um marco histórico para a cidade.

“A Prefeitura de Montes Claros e o governo do Estado estão resolvendo problemas para as próximas gerações. Quando se concluir a adutora do rio São Francisco, será garantido o que é mais sagrado para as pessoas: água, que significa sobrevivência”, diz o secretário.

Ele destaca ainda que a garantia de abastecimento favorece a chegada de investimentos na cidade, com a instalação de empreendimentos que vão gerar desenvolvimento econômico e humano.

O Sistema São Francisco é considerado complementar no abastecimento de água em Montes Claros. Ele será utilizado quando os reservatórios que servem ao município, como a barragem de Juramento, estiverem em nível baixo, comprometendo a capacidade de produção do sistema Pacuí, que é um rio que seca muito.

“Foi uma obra de grande complexidade de engenharia, envolvendo não apenas a construção de uma adutora de grande extensão, mas uma estação de tratamento de água, quatro estações elevatórias, quatro subestações e duas pontes rodoviárias. Todos os métodos construtivos aplicados trazem o que há de mais avançado em tecnologia e atendem a normas de qualidade internacionais – atributos que dão confiabilidade ao sistema”, diz Clebio Batista, engenheiro e diretor da OEC – empresa responsável pela obra.

Após 15 meses de obra
As obras começam a ser entregues 15 meses após o início da execução do projeto, que aconteceu em janeiro de 2021, às beiras do São Francisco, em Ibiaí.

“Para nós e para a Copasa é um dia muito alegre e muito especial porque, mais que um volume de recurso investido, é saber que o efeito dessa obra terá muita importância para a população de Montes Claros e para a população de toda a região”, afirma o diretor-presidente da Copasa, Carlos Eduardo Tavares de Castro.

O Sistema São Francisco, afirma o gestor de Empreendimento de Grande Porte, vinculado à Copasa, Roberto Botelho, pode garantir a oferta de água em quantidade e qualidade. “Esse sistema custa mais barato que construir barragens e soluciona a demanda de água, de forma mais rápida, para a cidade e região”, frisa. Roberto explica também que este sistema será possível ser controlado pelas estações de bombeamento que ficam no Centro de Controle da Copasa em Montes Claros.

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