Procura por teste dispara e faltam kits em MOC

Farmácias e laboratórios privados enfrentam grande demanda por diagnóstico e estoque chegou a ficar zerado por uma semana

Larissa Durães
O NORTE
27/01/2022 às 00:58.
Atualizado em 30/01/2022 às 01:06
 (MYKE SENA/MS/DIVULGAÇÃO)

(MYKE SENA/MS/DIVULGAÇÃO)

O salto no número de casos confirmados de Covid-19 e de pessoas com gripe em Montes Claros nas últimas semanas provocou uma corrida aos testes para detecção do coronavírus. O volume de realização do exame para diagnóstico da infecção já afetou o estoque do kit, que está em falta em farmácias e laboratórios privados.

Mesmo os estabelecimentos conseguindo repor o produto, ele acaba rapidamente, logo que chega. O NORTE procurou várias farmácias e laboratórios e constatou que alguns deles ficaram sem testes por uma semana.

Uma nova remessa chegou no dia 17 e logo em seguida acabou. A perspectiva de chegada era no último sábado. 

Na segunda semana de janeiro, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) chegou a recomendar, por meio de nota técnica, a priorização de pacientes graves para a realização dos exames, diante do risco de desabastecimento de insumos para testes de Covid-19.

Pela escala proposta pela associação, deveriam ser testados primeiro os pacientes com maior gravidade de sintomas, casos de hospitalização e cirurgia, pessoas de grupos de risco, gestantes, trabalhadores assistenciais da área da saúde e colaboradores de serviços essenciais.

“Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil”, disse a associação. 

A Abramed informou que não era possível calcular até quando seria possível atender, pois os estoques variam entre os laboratórios e as regiões.
 
PREÇOS
E se a procura é grande, a tendência é a de que os preços subam. Todas as empresas ouvidas em Montes Claros pela reportagem informaram que os próximos pedidos devem chegar com valores mais altos, mas não souberam precisar quanto.

Na última semana, os preços nas farmácias variavam de R$ 99 (o teste de sangue) a R$ 159,90 (teste com Swab - cotonete). Já o RT-PCR Salivar estava em R$ 149.

Nos laboratórios, o RT-PCR Salivar podia ser encontrado de R$ 190 a R$ 220. Já o teste do antígeno só estava disponível em uma empresa, por R$ 120.
 
UNIDADES PÚBLICAS
Nas unidades de saúde públicas que realizam o diagnóstico da Covid-19 não havia desabastecimento, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

E o estoque foi restabelecido na última semana com a chegada de 40.520 kits de diagnóstico à Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS).

Nesta semana um novo carregamento começou a ser distribuído pelo Estado. São 487.990 testes de diagnóstico rápido de Covid-19 que serão usados para manter a expansão do diagnóstico da doença em larga escala, a fim de monitorar a situação epidemiológica e direcionar os esforços na contenção da pandemia no estado.

Os testes estão sendo encaminhados às Unidades Regionais de Saúde (URSs) desde segunda-feira (24), por meio dos Correios, com prazo de entrega estimado em 48 horas. As URSs farão a distribuição para os respectivos municípios que se encontram sob a sua região de abrangência.

Em Montes Claros, os testes entregues na semana passada foram distribuídos pelas unidades de saúde na segunda-feira (24) – o município não soube informar quantos kits cada unidade recebeu.

A superintendente Regional de Saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques, ressalta que a chegada dessa nova remessa de testes rápidos acontece em um momento importante para auxiliar os municípios no incremento da testagem da população, considerando o aumento de casos notificados de Covid-19.

Autotestes recolhidos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de mais um autoteste de Covid-19 – o meuDNA PCR-LAMP Autocoleta de Saliva, da empresa Empreendimentos Pague Menos S/A. Nessa terça-feira (25), a agência suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do Autoteste Covid-19 Isa Lab. Em nota, a Anvisa informou que, “até o momento, não existe nenhum produto aprovado como autoteste, ou seja, para uso por usuários leigos”. Nenhum dos dois produtos tem registro na Anvisa. No caso do Isa Lab, a agência acrescenta que ele é comercializado por empresa não regularizada. A denúncia, recebida pela Anvisa em 20 de janeiro, foi considerada prioridade para investigação. A agência disponibiliza serviço de consulta a produtos irregulares.

*Com Agência Brasil

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