Montes Claros recebeu, nesta quinta-feira (23), mais uma remessa de vacinas contra a Covid-19. No carregamento, quase 5 mil doses da AstraZeneca para aplicação da segunda etapa, suspensa há uma semana por falta do imunizante.

A aplicação da segunda dose será retomada nesta sexta-feira (24). No entanto, o volume não é suficiente nem mesmo para atender quem já está com o reforço atrasado, afirma a secretária Municipal de Saúde, Dulce Pimenta.

Por isso, deve se dirigir aos postos de vacinação apenas quem está nessa situação. Moradores com prazo ainda por vencer devem aguardar.

“Temos que priorizar as pessoas que estão com a dose atrasada. Não haverá antecipação de aplicação da AstraZeneca”, afirma Dulce Pimenta.

Nas redes sociais da prefeitura, após o anúncio da chegada das vacinas e da retomada da aplicação da segunda dose da AstraZeneca, muitas pessoas perguntaram se poderiam ir aos postos antes da data marcada. 

“A minha segunda dose será dia 10 de outubro, essas doses que chegaram, já pode ir antecipado?”, questionou um internauta.

Mas essa possibilidade de antecipação foi descartada, de acordo com a secretária, pelo baixo volume de doses recebidas da AstraZeneca. O imunizante esteve em falta em todo o país nas últimas semanas.

Nas redes sociais, o município informou que a vacinação acontecerá de forma gradativa, conforme recebimento e disponibilidade de doses pelo Ministério da Saúde.
 
POSTOS
A segunda dose da AstraZeneca será disponibilizada na sala de vacinação do Ibituruna Shopping e do Montes Claros Shopping, das 10h às 20h; no Walk-thru da Praça de Esportes, das 8h às 15h; no Drive-thru do Montes Claros Shopping, das 10h às 21h; e nas salas de vacina das unidades de saúde do Santos Reis, Esplanada, Maracanã, Major Prates e Delfino Magalhães, das 8h às 15h.

A coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, explica que todas as doses da CoronaVac serão repassadas aos municípios que comunicaram à Secretaria de Estado da Saúde a necessidade de recebimento de imunizantes para completar a aplicação da primeira dose na população adulta, com idade acima de 18 anos.

Por esse motivo, somente municípios que compõem a área de atuação da SRS de Montes Claros vão receber esse tipo de imunizante.

Ministério volta atrás
O Ministério da Saúde voltou a recomendar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19 – incluindo jovens sem comorbidade. O anúncio foi feito na noite de quarta-feira (22), uma semana após a recomendação da pasta de suspender a imunização dessa faixa etária, exceto em casos de comorbidade.

Apesar da orientação federal, vários estados mantiveram a vacinação desse grupo, levando em consideração o laudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que reafirmava a segurança e os benefícios do imunizante para os adolescentes. Minas foi um dos estados a manter a vacinação desse público.
 
BENEFÍCIOS
De acordo com o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, um comitê formado por representantes da pasta e da Anvisa confirmou que a morte de uma jovem de 16 anos, em São Bernardo do Campo (SP), não está relacionada à vacina. 

“Os benefícios da vacinação são maiores que os eventuais riscos de eventos adversos”, disse Rodrigo Cruz.

Na coletiva, ele afirmou que, até o momento, somente o imunizante da Pfizer possui autorização da Anvisa para ser aplicado na faixa etária de 12 a 17 anos.

A pasta constatou ainda que apenas em 0,7% de todas as doses aplicadas em adolescentes no Brasil foram utilizados imunizantes sem autorização da agência.

“Hoje, o ministério não suspende mais de forma cautelar a imunização em adolescentes sem comorbidades. Essa vacinação tem a aprovação da Anvisa e está liberada pelo ministério. Mostrou-se que, de fato, os benefícios para imunizar esse grupo são maiores que os eventuais riscos de eventos adversos na imunização desses adolescentes”, reforçou.
 
MAIS VULNERÁVEIS
O secretário-executivo destacou que a recomendação da pasta é que seja priorizada a imunização de adolescentes considerados mais vulneráveis, incluindo jovens de 12 a 17 anos com deficiência permanente, com algum tipo de comorbidade e jovens privados de liberdade.

*Com Agência Brasil