A festa oficial do Carnaval não aconteceu em Minas Gerais em função da pandemia pelo novo coronavírus. Municípios seguiram a orientação do Estado e não decretaram ponto facultativo nos dias 15 e 16 e proibiram fechamento de ruas, desfile de blocos e shows. Mas, mesmo assim, as forças de segurança tiveram trabalho durante os quatro dias que seriam dedicados à folia para coibir e colocar fim em festas e aglomerações.

A Operação Carnaval pela Vida reuniu Guarda Municipal, PM e Corpo de Bombeiros em todo o Estado. Em Montes Claros, 166 eventos e estabelecimentos no perímetro urbano e rural foram fiscalizados durante o período. Chamou a atenção uma festa realizada na Estrada da Produção (bairro Jaraguá), onde 473 pessoas estavam aglomeradas. A Guarda Municipal teve que multar, no período, 16 eventos/estabelecimentos por realizarem festas irregulares.

Por meio de denúncias de moradores, a PM e a Guarda Municipal realizaram uma ação conjunta no povoado de Cabeceiras, na zona rural de Montes Claros, no domingo. No local, foram flagradas festas em dois sítios, descumprindo os decretos municipais. Os responsáveis pelos eventos foram conduzidos à Cia. 209 para lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime contra a saúde pública e autuados em 200 Urefs (R$ 9.160).

Outra ação foi realizada na avenida Sanitária, também no domingo. Após denúncias de vizinhos, a Guarda Municipal foi até um estabelecimento no local, por volta de 1h30, onde acontecia uma festa de Carnaval. O responsável foi multado em 50 Urefs (R$ 2.425) e orientado a encerrar as atividades. Mas, a adega foi novamente denunciada e a Guarda Municipal retornou ao local por volta das 4h. O responsável foi multado, desta vez em 100 Urefs (R$ 4.850) por permanecer desobedecendo o decreto. Em caso de reincidência, a multa passara a 200 Urefs, há o fechamento cautelar por dez dias e condução à delegacia de plantão por crime contra a saúde pública.
 
MINAS
No Estado, a Operação Carnaval pela Vida teve também outro resultado: a redução da criminalidade durante o período. Durante o período do Carnaval atípico, a Polícia Militar realizou mais de 28 mil operações, registrou 50 ocorrências de festas clandestinas, aplicou multas, registrou diversos boletins de ocorrências, além de ter conduzido 94 pessoas que estavam em eventos clandestinos.

“A determinação que construí junto às Forças de Segurança, de rigor absoluto nas ações durante o Carnaval, surtiu efeito. Tivemos redução pela metade dos crimes violentos. Só em BH, a queda foi de 66%”, disse o governador Romeu Zema, que agradeceu aos profissionais das Forças de Segurança pela atuação na linha de frente e aos mineiros pela adesão à vigilância e suspensão da festa.

O comandante-geral da PMMG, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, elogiou o comportamento da população e afirmou que foram evitadas centenas de festas clandestinas, principalmente na área rural e em sítios. “Precisamos agradecer à sociedade, que não concordou com aglomerações e denunciou esses eventos à tropa policial militar, a quem agradeço por ter atuado durante essas madrugadas”, afirmou o comandante da PMMG.

O comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), coronel Edgard Estevo, relatou que houve queda de 15% nos números totais de ocorrências atendidas em relação ao ano anterior e de 3% em relação à média histórica das ocorrências típicas do Carnaval.

*Com Agência Minas