Os profissionais leituristas da Cemig encontram diversos obstáculos, seja de motocicleta ou a pé, ao percorrerem por dia, em Montes Claros, 10 quilômetros na zona urbana e 3 mil quilômetros na zona rural.

São 70% dos medidores do lado de fora das casas e 30% do lado de dentro. Seja em acidentes fora ou dentro das casas, pelo menos cinco sofreram ataques de cães com graves lesões na cidade no ano passado. Ao todo, foram 20 ataques em Minas em 2018. 

Para discutir e elevar o nível de segurança e saúde dos profissionais e da população, 152 colaboradores leituristas da Cemig se reuniram ontem em palestras. Um dos temas foi “Como ter uma boa convivência e evitar ataques de cães”, com Marcelo Barbosa Figueiredo, da ONG Amigo do Bicho. 

Marciano Ribeiro Guedes, de 37 anos, leiturista da Cemig, sofreu um grave ataque de cachorro da raça pitbull, em Miravânia, ao imprimir a conta do morador.

“Foi muito rápido. Ao entregar a conta ao cliente, que estava dentro do portão com grades, o cachorro atacou minha mão, causando graves lesões”, contou.

O gerente da empreiteira responsável pelo faturamento em 78 municípios do Norte de Minas, Lindeval Rodrigues, disse que as palestras pretendem melhorar a segurança.