A Prefeitura de Montes Claros suspendeu as aulas presenciais nas escolas municipais, dois dias após a retomada do ensino infantil. O Decreto nº 4.222 entrou em vigor nesta quinta-feira (26) e trouxe como justificativa para a suspensão a baixa adesão de alunos, o que, segundo o documento, inviabiliza o funcionamento das unidades de ensino e a logística de transporte.

Outras turmas, que iniciariam as atividades presenciais na próxima semana, também tiveram as atividades suspensas.
 
Retorno em agosto
Em entrevista, o prefeito Humberto Souto declarou que estabeleceu o retorno para agosto e que, até lá, os profissionais estarão vacinados, de acordo com o calendário estabelecido, que inicia com a imunização dos docentes da educação infantil.

Em seguida, os que lecionem para o nível fundamental I; professores do nível fundamental II; professores do nível médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA); e, por fim, professores do nível superior ou pós-graduação. Na escala de vacinação foram incluídos colaboradores e servidores públicos que lidam diretamente com alunos do nível infantil.

“Essa é a nossa luta. Ter a vacina para todos os profissionais da educação, independentemente de ser professor de escola pública ou privada, e ter um cronograma. Desse modo, o decreto atende à expectativa dos profissionais”, disse Nalbar Alves Rocha, membro do Sindicato dos Professores de Ensino Privado de Minas Gerais (Sinpro) e do Sind-UTE.
 
Contratações
Para a presidente do Sindicato dos Educadores de Montes Claros (Sind-Educamoc), Juliana Miranda, a greve iniciada pela categoria teve grande influência na decisão do prefeito.

“Agora, vamos continuar com a cobrança da continuidade das contratações de auxiliares de docência, para que possamos retornar em segurança e com o quadro de profissionais completo”, disse.

Sobre a declaração do chefe do Executivo de que a contratação das auxiliares só virá a partir do retorno presencial, a presidente do sindicato afirma que a alegação é incoerente.

“As aulas retornaram na segunda-feira, sem a auxiliar de docência. Então, esse argumento de que não contrata porque não tem aula presencial não procede. Se isso fosse real, alguns já teriam sido recrutados. Em tese, as aulas foram retomadas e não houve contratação”, explica Juliana.

A Secretaria Municipal de Educação não retornou o contato para informar a porcentagem de comparecimento no retorno. A assessoria de Comunicação confirmou que a imunização dos professores terá início assim que chegarem novas doses de vacina, mas não identificou o imunizante.