Cidades norte-mineiras fortemente atingidas pelas chuvas nos últimos dias irão receber, de forma antecipada, as parcelas referentes às dívidas em atraso do Estado com os municípios. Zema disse, em Salinas, uma das cidades mais castigadas, que os prefeitos poderão contar com o Estado. 

“Estaremos antecipando aqueles parcelamentos que fizemos em todos os municípios de Minas, referente as dívidas do último mandato. E que nós estamos pagando mensalmente. Já antecipamos para os municípios que decretaram estado de calamidade a uma ou duas semanas atrás e vamos proceder com estes municípios agora”, informou.

O líder do Executivo estadual também anunciou que todo o governo está mobilizado para atender às demandas das cidades e moradores. “Estamos tentando fazer com que as pessoas afetadas sofram o mínimo possível”.

O governo disponibilizou helicópteros para atender os casos mais graves, como questões médicas e gravidez, já que em muitos locais nem carros, máquinas e caminhões conseguem chegar.

A Secretaria de Infraestrutura, segundo Zema, já está devidamente comunicada e mobilizada para que os reparos venham a ocorrer o quanto antes.

Zema disse ainda que conversou com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, sobre a situação das cidades mineiras.

“O governo federal já se comprometeu em repassar em janeiro uma verba que vai ajudar na reconstrução de moradias, totalmente ou parcialmente destruídas”. Essa medida irá incluir Minas e Bahia.
 
DESASSOREAMENTO 
O governador prometeu desassorear o rio Salinas, principalmente na calha urbana, para evitar problemas futuros. E afirmou que a saída para a região é a construção de barragens. 

“Devemos aumentar o número de barragens de pequeno porte em rios e riachos, porque elas servem para duas finalidades: primeiro para evitar um grande acúmulo de água, como este que vivenciamos agora. E segundo, para podermos proporcionar aos agricultores cursos de águas mais perenes”.

O governador sobrevoou Salinas acompanhado pelo deputado estadual Arlen Santiago (PTB), que ficou impressionado com o que viu. “Eu tenho 67 anos e nuca vi tamanha destruição, estamos horrorizados! Casas não existem mais. Os estragos da chuva e dos rios foram imensos e o Estado e o governo federal deverão tomar a rédea da situação”, afirma o parlamentar.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) vai disponibilizar 10 mil cestas básicas para a região. “Estamos recolhendo em todos os postos, em todas as unidades da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros os produtos não-perecíveis, produtos de limpeza, de higiene pessoal que estão sendo encaminhados aqui para a região”.