Detentos do presídio de Janaúba trabalham arduamente na confecção de capotes hospitalares – um tipo de jaleco que será utilizado como equipamento de proteção individual por médicos e enfermeiros do município. A iniciativa visa conter gastos do hospital de Janaúba e ajudar na contenção do novo coronavírus.

De acordo com o setor de epidemiologia, 19 casos da Covid-19 foram confirmados na cidade. Até o momento 150 jalecos foram produzidos por cinco detentos que trabalham na costura do equipamento de proteção individual (EPI). 

Dos envolvidos no projeto, apenas dois tinham noção de costura, por isso, todos receberam treinamento dado por uma costureira da cidade. A produção começou no dia 18 de maio.

Para viabilizar o projeto, foi feita uma parceria por meio da qual o Poder Judiciário ofereceu o conserto das três máquinas de costura que vêm sendo empregadas no trabalho, enquanto o município e a iniciativa privada forneceram os demais insumos, como tecidos, linhas, agulhas, tesouras, réguas e esquadros.

De acordo com o diretor geral do presídio de Janaúba, Ednei Cunha, para os internos, além da oportunidade de aprender um novo ofício e de cooperar com a saúde pública, o que configura um importante meio de ressocialização, há a vantagem da remição de pena.

“É importante para que eles possam contribuir com a sociedade em um momento tão conturbado como esse que estamos vivemos. Todos que estão atuando na produção das peças têm demonstrado satisfação e empenho na produção do material que ajudará no combate direto ao coronavírus”, afirma o diretor.

Segundo Ednei Cunha, a cada três dias trabalhados na confecção dos jalecos, um é subtraído da condenação do preso. Um dos envolvidos no projeto é o detento Luiz Carlos dos Reis, que nunca tinha trabalhado com costura antes.

“Não tinha experiência na área, pois a minha profissão é outra. Hoje, sou uma nova pessoa e agradeço aos idealizadores do projeto. Eu me sinto na linha de frente de combate ao vírus, porque o que estou fazendo será usado por pessoas que estão salvando vidas”, afirma Reis.