Na tentativa de negociar uma reunião com o governo de Minas sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG) confirmou, nesta quarta-feira (8), a suspensão da greve.

Porém, de acordo com o presidente da categoria, Irani Gomes, os tanqueiros estão trabalhando em escala reduzida.

“Iremos tentar uma reunião com o governo novamente. Caso não haja sucesso, retomaremos a paralisação”, afirmou.

Na segunda-feira (6), o representante do setor disse que a classe participaria das manifestações de 7 de Setembro “até que a Constituição federal seja respeitada”.

Na terça-feira, os tanqueiros interromperam as atividades em protesto contra o valor das alíquotas. Em agosto, o Sindtanque sinalizou que poderia deflagrar uma ação “como jamais vista” se o governo de Minas não reduzisse o ICMS, especialmente sobre o diesel.

Em nota, o governo estadual disse, à época, que as últimas alterações foram em janeiro de 2018 (o imposto sobre a gasolina passou de 29% para 31% e sobre o etanol, de 14% para 16%) e em janeiro de 2012 (o ICMS do diesel saltou de 12% para 15%).
 
IMPACTO NOS POSTOS
Segundo o Minaspetro, o impacto da paralisação foi pequeno e os estabelecimentos que sofreram com desabastecimento teriam a situação regularizada ao longo do dia.

De acordo com o sindicato que representa os postos de gasolina, a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Grande BH, já funcionava normalmente ontem.

“As 24 horas de paralisação dos tanqueiros não teve impactos relevantes para o abastecimento dos postos revendedores. Em poucas horas, as revendas que apresentaram quedas acentuadas nos estoques terão seus níveis normalizados” disse, em nota.

A reportagem procurou o Executivo estadual sobre a possibilidade de se reunir com o Sindtanque-MG, mas não teve retorno até o fechamento da edição.

POSTOS
Para evitar ficar sem combustível, muitos motoristas foram aos postos da Grande BH de forma antecipada, antes do Dia da Independência. Segundo Edson Souza, de 34 anos, frentista em um posto na Via Expressa, em Contagem, o movimento foi grande no fim de semana e feriado. Agora, a procura por combustíveis está menor. 

“Agora deu uma parada, mas antes do feriado houve um movimento grande. Muitos carros tumultuando, enchendo os galões, achando que teria a greve. Mas agora está tranquilo”, afirmou.

Diante da ameaça de paralisação, alguns consumidores disseram ter percebido aumento no preço do combustível. O locutor Dione Rafael, de 37 anos, conta que, antes da confirmação da parada, o litro custava R$ 6,08 em postos que frequentava. Agora, chegou a R$ 6,18.

“Acho que as pessoas têm que esperar um pouco e não correr para os postos porque, assim, o aumento vai ser maior ainda”, avaliou.

*Com informações de Lucas Prates