Depois de ter sido o vilão da inflação em março, com altas sucessivas dos preços, o combustível volta a assombrar os brasileiros. A Petrobras anunciou novo aumento que começa a valer nesta terça-feira (6). Uma notícia nada agradável para quem já vem se desdobrando para fazer as despesas caberem no orçamento familiar.

Para a gasolina, o aumento médio será de R$ 0,16 (6,3%), fazendo com que o litro do combustível saia de R$ 2,53 e chegue a R$ 2,69 nas refinarias da estatal. Já o diesel terá um reajuste médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, que passará custar R$ 2,81 nas refinarias.
 
GÁS DE COZINHA
O gás de cozinha não vai ficar de fora do reajuste. A estatal anunciou que o preço médio de venda do GLP para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,60 por quilo, refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por quilo.

Em março, os aumentos desses itens impactou fortemente na inflação de Montes Claros. Na pesquisa feita pelo Departamento de Economia da Unimontes, o grupo Transportes e Comunicação sofreu uma variação de 3,17% naquele mês, puxado pelas altas nos preços do etanol (12,82%), da gasolina (9,93%) e do diesel (8,96%).

Segundo a estatal, os reajustes acompanham a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados. A Petrobras afirma que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio de seus valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio. 

Segundo a estatal, tal alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes setores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Até chegar aos consumidores finais, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras na venda às distribuidoras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos.

“Para o GLP especificamente, conforme Decreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg”, explica a Petrobras, que acrescenta que, no caso do GLP, o preço final é acrescido do custo de envase nas distribuidoras.
*Com Agência Brasil