Crédito fica mais caro com alta do IOF

Novas alíquotas do imposto começaram a valer nesta segunda e vão até o fim do ano

Da Redação*
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21/09/2021 às 00:50.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:55
 (marcello casal jr./agência brasil)

(marcello casal jr./agência brasil)

Pegar empréstimo, usar o limite do cheque especial ou do cartão de crédito já estão custando bem mais desde esta segunda-feira. Já estão em vigor as novas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que aumentam o custo do crédito para empresas e famílias.

Os novos valores, com alta de 36%, serão cobrados até 31 de dezembro de 2021 e incidirão sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos e valores mobiliários.

A alta foi implantada pelo governo federal para custear o Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família no país.
 
O QUE É O IOF
O IOF é um imposto cobrado pelo governo federal em alguns tipos de transações financeiras. Ele é composto por duas alíquotas diferentes: a diária e a fixa que incidem sobre operações de crédito, câmbio (compra e na venda de moeda estrangeira, como o dólar), de seguro realizadas por seguradoras, relativas a títulos ou valores mobiliários e também em operações com ouro.

Isto significa que, quando o imposto aumenta, mais caro fica o custo efetivo total de cada uma das operações.

No caso do decreto publicado pelo governo no Diário Oficial da União, o aumento da alíquota do IOF vai incidir nas operações de operações de crédito (como empréstimo e financiamento).

O aumento também será aplicado em operações de financiamento para aquisição de imóveis não residenciais, em que o mutuário seja pessoa física.

ALÍQUOTAS
Para as pessoas físicas, a alíquota passa de 3% ao ano (diária de 0,0082%) para 4,08% ao ano (diária de 0,01118%). Já para as pessoas jurídicas, a alíquota anual passa de 1,5% (atual alíquota diária de 0,0041%) para 2,04% (diária de 0,00559%).

Ou seja, a nova tarifa vai ser aplicada, por exemplo, quando alguém entrar no cheque especial ou atrasar a fatura do cartão e em financiamentos.

Vale destacar que os novos valores serão cobrados apenas na alíquota diária dessas operações de crédito. Nesses casos, a base de cálculo é o valor do principal de cada liberação.

Um exemplo: quem cair no rotativo do cartão de crédito será cobrado em 0,38% do valor mais uma taxa diária de 0,01118%. A mesma alíquota será aplicada no empréstimo consignado e no cheque especial.

Outro ponto importante é que o decreto deixa de fora da cobrança das novas alíquotas as pessoas jurídicas do Simples Nacional. Para elas, permanece a atual alíquota para operações diárias de crédito, que 0,00137% ao dia.

*Com Agência Brasil

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