O Clube de Desbravadores é formado por meninos e meninas com idades entre 10 e 15 anos, de diferentes classes sociais, cor, religião. Eles reúnem-se, em geral, uma vez por semana para aprender a desenvolver talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza. O Clube de Desbravadores está presente em mais de 160 países, com 90.000 sedes e mais de 1 milhão e meio de participantes. Desbravadores existem oficialmente desde 1950, como um programa oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Meninos e meninas de qualquer fé religiosa podem participar deste movimento que tira da diversidade o colorido da energia juvenil.

Atividades x família

E mesmo com a pandemia, os Desbravadores não tem deixado de realizar suas atividades. No norte e noroeste de MG são vários os clubes, e um deles, decidiu inovar. Como forma de buscar uma alternativa para sair da rotina, o Clube Muralha da igreja adventista do bairro Jaraguá 2, em Montes Claros, realizou um acampamento online.

As orientações aos participantes foram passadas por meio de um aplicativo de vídeo-chamada. No último final de semana, cada Desbravador no quintal de casa, realizou algumas atividades tais como:  como montar barraca e como preparar uma alimentação mais saudável, e interação com todos os membros da família.

O acampamento online permitiu amenizar e encurtar a distância que a pandemia trouxe. Sarah Ferreira de Jesus, idealizadora do acampamento e diretora do Clube Muralha, explica que percebe-se a carência de afeto e de relacionamentos entre os adolescentes, e muitas vezes desenvolvem por exemplo, tristeza, tudo isso, provocado pela pandemia, onde há o distanciamento social.

“Com esse evento podemos ver e sentir na pele a alegria, mesmo estando em casa, de longe, nos sentimos próximos um do outro”, analisa Sarah.

Interação em família

A diretora do Clube Muralha acrescenta ainda que a ideia do acampamento foi incentivar a interação com mais atividades em família, promovendo assim, mais tempo de qualidade no círculo familiar.

“O objetivo é menos redes sociais e mais tempo de qualidade com a família. Isso fortalece os laços e mostra que temos várias opções de deixar esse isolamento menos doloroso”, frisa Sarah.

Inovação em casa  

Do quintal da casa de Sara Ferreira Fraga Sobral, as crianças Maria Eduarda, Vitor Emanuel e Clara Sophia, participaram de todas as atividades do acampamento. Para ela a iniciativa foi muito importante, principalmente nesse momento tão delicado que o mundo passa.

Sara conta que por conta da pandemia, as crianças ficam o tempo todo em casa, assim, ficam agitadas, estressadas e desmotivadas, uma vez que não podem sair para nenhuma atividade que antes faziam. Na sua concepção a ideia do acampamento online é uma inovação, e em sua casa, o evento está mais que aprovado.

“Como família nos unimos durante a semana para não esquecermos nada para o acampamento. Foi realmente uma semana de preparação. No sábado nos unimos para montar as barracas. A noite sentamos em torna de uma fogueira com todos os cuidados, para assar milho, batata, batata doce e até mesmo bananas. Foram momentos alegres e descontraídos. O acampamento quebrou bastante essa rotina do isolamento social, pois fizemos algo diferente e que os meninos amaram. Já estão querendo outro”, finaliza Sara.