Embora haja no Brasil quem defenda a “tese” de que racismo é coisa rara no país, a injúria racial segue impregnada em vários âmbitos da sociedade. Um deles, o futebol, onde exemplos deste tipo de crime perpetuam. O mais recente aconteceu no Mineirão, quando o segurança Fábio Coutinho foi hostilizado com palavras de cunho racista, vindas de dois torcedores do Atlético, em um dos episódios do clássico.

Nenhuma punição apagará a humilhação contra Coutinho, mas medidas serão tomadas contra os tais torcedores e o clube. De acordo com o blog Lei em Campo, de Andrei Kampff, do portal Uol, o Galo deverá receber uma multa de até R$ 100 mil. Existe a possibilidade, inclusive, de a agremiação perder pontos no Brasileiro. Isso porque o Atlético deverá ser citado pelo artigo 243-G do CBJD, que fala em “praticar ato discriminató-rio, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Já os torcedores, que já foram identificados pela Polícia Civil, serão enquadrados no artigo 140, parágrafo 3 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de um a três anos.
 
LAMENTÁVEL
Em entrevista ao Hoje em Dia, o segurança, que torce para o Atlético, falou a respeito do episódio: “Acho bacana me posicionar, não pelo lado pessoal, mas pela classe. Acho bem rasa esta questão de ser preto, ‘macaco’, ‘qual sua cor’... Deve-se ter um respeito ao ser humano e ao profissional. Não é questão somente de levantar uma bandeira, mas pessoas como essas têm que ter uma lição”.
 
CASOS
Vários casos de injúria racial aconteceram ao longo da história no futebol, dentro e fora do Brasil. No último fim de semana, infelizmente, Taison e Dentinho, do Shakhtar Donetsk, sofreram xingamentos de cunho racista vindos de torcedores do Dinamo de Kiev. A pergunta que se faz é: até quando esses atos criminosos continuarão?