Cria do Atlético, o zagueiro Gabriel está de volta ao que chama de “sua casa”. Após uma boa temporada com a camisa do Botafogo, clube que defendeu por empréstimo em 2019, ele retorna à Cidade do Galo como “grande reforço”, pelo menos para o diretor de futebol Rui Costa.

Ontem, o defensor falou sobre esse recomeço com a camisa alvinegra, que ele veste desde os tempos de categoria de base – excetuando o período em que atuou no Fogão.

“É um momento muito feliz. Aqui é onde tenho minhas raízes, é o clube que me deu todo suporte. Chego com o coração aberto e estou muito lisonjeado por voltar, novamente disposto a fazer um grande ano”, diz Gabriel, que tenta seguir os passos de outros pratas da casa, como Marcos Rocha e Bernard.

O lateral-direito se tornou um destaque no Galo a partir de 2012, depois de ganhar mais “cancha” atuando por outras equipes, como Ponte Preta e América, por empréstimo. Já o meia-atacante chegou a ser cedido ao Democrata, de Sete Lagoas, antes de brilhar no Atlético de 2011 a 2013. Quem sabe não chegou a vez de Gabriel?

“Quem sou eu para recusar o Atlético. Encaro da melhor maneira possível esse meu retorno. Voltei com a maior alegria no coração. Tive um ano incrível lá (no Botafogo), mas aqui eu também posso ter um”, acrescenta o zagueiro.

Em relação aos sonhos que alimenta na carreira e com a camisa do Atlético, o defensor de 24 anos foi enfático. “Alimento o desejo de conquistar grandes títulos aqui, como o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Sul-Americana. Não quero ter uma passagem. Quero marcar história”, revela. “Aqui eu oscilei. Tive sequência, mas oscilei. Teve uma parte de culpa minha por não ter saído tão bem daqui”, finaliza.
 
TREINO
No treino de ontem, enquanto os jogadores corriam em volta do campo 5 da Cidade do Galo, um torcedor chamou a atenção de todos. Em cima de um muro, o atleticano arrancou risadas ao fazer um pedido ao atacante Di Santo: “me arruma um autógrafo do Cazares”.