A cada tropeço do Cruzeiro nesta Série B do Campeonato Brasileiro, um assunto quase obrigatório na entrevista coletiva dos treinadores são os seis pontos perdidos pelo clube na competição. A punição foi imposta pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) pelo não pagamento do empréstimo do volante Denílson, ao Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, negociação feita em 2016, na gestão de Gilvan de Pinho Tavares.

Com o empate por 1 a 1 com o CSA, na última terça-feira, no Independência, o Cruzeiro chegou aos 25 pontos perdidos como mandante na competição, mais de quatro vezes o que representou a punição imposta pela entidade máxima do futebol.

São 15 os jogos em casa, com cinco vitórias, cinco empates e cinco derrotas. São 20 pontos conquistados em 45 disputados, aproveitamento de 44,44%.

O Cruzeiro teve quatro treinadores comandando seu time em jogos como mandante nesta Série B, considerando Célio Lúcio, que foi interino em 16 de outubro, no Mineirão, no empate sem gols com o Juventude. Isso aconteceu na transição entre Ney Franco e Luiz Felipe Scolari.

Os dois treinadores, aliás, têm aproveitamentos idênticos como mandante, pois conquistaram 50% dos pontos disputados. Ney, em quatro partidas somou seis pontos. Felipão, em seis jogos, viu seu time marcar nove.

Enderson, que começou a Série B comandando o Cruzeiro, foi desastroso dentro do Mineirão e venceu apenas o hoje vice-lanterna Botafogo-SP, na estreia. Em quatro partidas, foram quatro os pontos conquistados, aproveitamento de 33,3%.

Num cenário de tantos problemas, os seis pontos da Fifa fazem sim falta ao Cruzeiro. Mas a carência maior do time nesta Série B é de um futebol que lhe permita fazer valer o mando de campo. Mesmo que a pandemia pelo novo coronavírus esteja provocando a disputa dos jogos com os portões fechados.