Atlético e Vasco disputam neste domingo (4), às 20h30, no fechamento da 13ª rodada da Série A, o 30º jogo entre eles no Mineirão. E uma vitória terá vários significados para o Galo na história do confronto no Gigante da Pampulha e na sua caminhada sob o comando de Jorge Sampaoli.

O que os três pontos diante dos vascaínos representa de mais importante para os atleticanos é a manutenção isolada da liderança do Brasileiro. O time tem 24 pontos, três a mais que o Internacional, que é segundo colocado. Como o Colorado tem duas vitórias a menos, o Galo terminará a 13ª rodada como líder independentemente do resultado diante do Cruzmaltino.

Vencer o Vasco significará manter a condição de único time com 100% de aproveitamento, como mandante, nesta Série A. As cinco vitórias em casa, no Brasileirão, integram a lista de oito que o Atlético tem sob o comando de Jorge Sampaoli nesta condição.

Confronto

No retrospecto contra o Vasco, no Mineirão, o Atlético tem marcas a defender. São 25 anos sem derrota para o clube de São Januário no estádio. A última foi em 17 de maio de 1995, por 1 a 0, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O gol foi do centroavante Valdir, que depois defendeu o Atlético.

Desde então, foram nove os jogos entre os dois clubes no Mineirão, com seis vitórias atleticanas e três empates. A série é aberta com um 5 a 1 do Galo, em 10 de novembro de 1996, pelo Campeonato Brasileiro. É a maior goleada atleticana sobre o Vasco na história do confronto.

Nesses últimos 25 anos, o Cruzmaltino ganhou do Galo como visitante. Ano passado mesmo fez 2 a 1, mas em partida disputada no Independência, que recebeu praticamente todos os jogos entre os dois clubes depois de 9 de maio de 2010, última vez em que eles duelaram no Gigante da Pampulha.

Vencendo o 30º jogo contra o Vasco, no Mineirão, o Atlético estará colocando “capote” no rival, na história do confronto no estádio, pois será a sua 16ª vitória, contra oito dos vascaínos.

Golaço do Rei e doping marcam história
Numa entrevista ao Globoesporte.com, em janeiro de 2017, quando completou 60 anos, Reinaldo fez o Top 5 dos gols mais bonitos da sua carreira. E na lista está um marcado sobre o Vasco, no Mineirão, em 26 de setembro de 1976, numa goleada do Atlético por 3 a 0, pelo Brasileirão.

O Rei recebeu a bola na área, matou no peito, Abel veio na marcação e levou um chapéu desconcertante, que o fez desequilibrar. O maior camisa 9 alvinegro finalizou de bate-pronto, de direita, sem chance para Mazaropi, abrindo o placar logo aos cinco minutos do primeiro tempo.

Menos de três anos antes, outro grande centroavante atleticano, também revelado na base, tinha brilhado num Atlético x Vasco, no Mineirão. Em 18 de novembro de 1973, o Galo fez 2 a 1, de virada, nos vascaínos, em jogo pelo Grupo 1 da segunda fase do Campeonato Brasileiro. Os dois gols do time mineiro foram de Campos, na época com 20 anos.

Duas semanas antes, ele tinha levado uma joelhada na boca do zagueiro Renê, do Vasco, no jogo entre os dois clubes, na reta final da primeira fase. Ele perdeu três dentes, teve outros afetados e uma lesão no maxilar.

Seguiu jogando à base de medicamentos receitados pelo médico do Atlético na época. Um deles, o Dorflex, contém a efedrina, substância identificada na sua urina em 18/11/1973.

Uma semana depois, o resultado do exame saiu e ele foi suspenso, preventivamente, por 60 dias. Era o primeiro caso de doping no futebol brasileiro. No julgamento, Campos levou seis meses de suspensão. Quando voltou, nunca mais foi o mesmo.

O sofrimento fez o garoto que foi artilheiro do Campeonato Mineiro de 1973, com 18 anos, perder o brilho.

Num amistoso, em 1968, o Atlético perdeu de 2 a 1 para o Vasco e um dos gols dos cariocas foi de Buglê, que já tinha jogado no Galo e é o autor do primeiro gol da história do Mineirão, na vitória por 1 a 0 da Seleção Mineira sobre o River Plate, da Argentina, em 5 de setembro de 1965.

Rebaixamento

O momento mais difícil para o atleticano diante do Vasco, no Mineirão, foi vivido em 27 de novembro de 2005. O empate por 0 a 0 decretou o rebaixamento do Atlético à Série B.

Neste jogo, Romário ainda perdeu um pênalti, defendido por Bruno, na época uma promessa,  aos 16 minutos do segundo tempo.