As trajetórias de Nathan e Éderson na conquista da titularidade são diferentes, embora partam de um ponto em comum: a necessidade das equipes em encontrar substitutos para os “cargos de confiança”. No Galo, o camisa 23 preenche a lacuna deixada por Jair, em recuperação de lesão. Já na Raposa, o jovem de 20 anos ocupa a vaga que pertencia a Lucas Romero, transferido para o Independiente, da Argentina.

Antes de chegar ao Cruzeiro, Éderson atuava nas categorias de base do Desportivo Brasil (SP), de onde saiu para vestir a camisa celeste. O volante chegou por empréstimo à Raposa, que em julho deste ano comprou 50% dos direitos econômicos do jogador. E após essa compra, ampliou o vínculo até agosto de 2023.

Inicialmente, Éderson veio para compor o elenco sub-20, mas seu lastro de participações e consecutivas convocações à Seleção Brasileira de base, além do desempenho em torneios locais, fizeram com que o meio-campista fosse promovido ao time principal ainda com Mano Menezes no comando.
 
UM ‘ACHADO’
Quando chegou ao Atlético em meados do ano passado, Nathan encontrou um clima de desconfiança por parte da torcida. Apesar de ter no currículo passagens por clubes europeus, como Chelsea, da Inglaterra, e Belenenses, de Portugal, o jovem de 23 anos, revelado pelo Athletico-PR, veio como “mais uma aposta”. Sob o comando de Thiago Larghi e Levir Culpi, era “só mais um” dentro do elenco. Com Rodrigo Santana, as coisas começaram a mudar.

Precisou mais de um ano para Nathan mostrar seu verdadeiro valor. O curioso é que isso só se tornou realidade depois de uma mudança tática, que, a priori, parecia loucura. Poucos imaginariam que o armador – que também atuava como meia-atacante – brilharia como volante. Isso começou a acontecer no dia 23 de setembro, na derrota para o Avaí.