Já com Felipão no comando, o Cruzeiro obteve sete dos nove pontos disputados no fim do primeiro turno da Série B do Brasileiro e encheu a China Azul de esperança. Mas quem previa que o time entraria na luta pelo acesso, se decepcionou. A partida de hoje, às 21h30, contra o Sampaio Corrêa, poderia representar um confronto direto pelo G-4, mas ganhou outra conotação, após as 13 primeiras rodadas do returno.

Entre os vários motivos que praticamente sepultaram esse sonho, está a falta de poder de decisão. A bem da verdade é que o time falhou muito em jogos contra outros concorrentes à vaga na Série A. E olha que a equipe chegou a bater América e Chapecoense, líderes do campeonato e que se mostram fora da curva – ou seja, os embates contra esses dois adversários não eram duelos diretos. 

Considerando clubes que ocupam do terceiro ao 12° lugares, sete deles já estiveram no caminho do Cruzeiro, atual 13° colocado, no segundo turno. E o aproveitamento celeste foi de 33,3% perante eles.

A Raposa somou uma vitória – sobre o Brasil de Pelotas (10°) –, quatro empates – com Cuiabá (3°), CSA (5°), Guarani (6°) e Avaí (9°) – e duas derrotas – para Ponte Preta (7°) e Confiança (11°).

O time ainda tem pela frente mais três times nessa faixa da tabela de classificação: o Sampaio (8°), nesta sexta, o Juventude (4°), em 16 de janeiro, e o Operário-PR (12°), no dia 20. Mas, obviamente, esses duelos agora não significam mais uma luta dos celestes pelo G-4, diante da situação do time.

A equipe comandada por Luiz Felipe Scolari, que sempre deixou claro que o objetivo principal da Raposa era de permanecer na Segundona, possui somente 0,32% de chance de acesso, segundo o site Probabilidade no Futebol, da UFMG.

Esse percentual muda de rodada para rodada, porém, diante do desempenho da equipe dentro de campo, é praticamente impossível pensar numa vaga no G-4 – o Cruzeiro está há quase um mês sem angariar um triunfo sequer.

Por outro lado, superar o Sampaio Corrêa é fundamental para diminuir ainda mais a possibilidade de cair para a Terceirona (que hoje é de 0,39%).