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Quarta-Feira,27 de Novembro

Ray Costa vem para dançar e ensinar a dançar: bailarino apresenta espetáculo e ministra oficina de dança com técnicas inovadoras

Jornal O Norte
11/05/2006 às 10:33.
Atualizado em 15/11/2021 às 08:35

Jerúsia Arruda


Repórter


jerusia@onorte.net

O bailarino montes-clarense Ray Costa apresenta em Montes Claros o solo Cortejo, coreografado por Dudude Hermann, que faz parte de um espetáculo criado para o Balé Cidade de São Paulo. Além do solo, o bailarino ministra a oficina A Gravidade e o Peso - a grande dobra, uma dança contemporânea na linha de pensamento da técnica Release que aborda o imaginário anatômico, com exercícios elaborados a partir de diversas técnicas.




Depois de seis anos, o bailarino e professor da dança


contemporânea Raymundo Costa se apresenta em Moc



(fotos: divulgação)

A oficina acontece no dia 17 de maio, no Centro Cultural, a partir das 14 horas, com inscrições gratuitas e número de vagas limitadas. A bailarina Lilia Shaw, da Cia 2 do Balé da Cidade de São Paulo acompanha o bailarino e também realiza uma oficina. O solo Cortejo acontece no dia 18 de maio. A entrada para o espetáculo também é gratuita.

Ray Costa começou seus estudos de dança no Palácio das Artes, na escola do grupo Corpo e no Baleteatro Minas, em Belo Horizonte. Também viveu na Alemanha, participou do American Dance Festival, na Carolina do Norte, EUA, estudou Pedagogia da Dança e Sapateado, em Nova York e hoje é professor de Dança Contemporânea do Balé Cidade de São Paulo.

Pela Internet, a reportagem de O Norte conversou com o bailarino, que falou de seu trabalho no Balé da Cidade de São Paulo, de suas experiências no exterior, da sensação de voltar à terra natal e ainda deu dicas para os novos bailarinos que vivem em Montes Claros.

- Fale um pouco sobre seu trabalho no palco?

- Danço na Cia 2 do Balé da Cidade de São Paulo que enfoca o seu trabalho no campo da experimentação, visando encontrar outras formas de fazer e pensar a dança, onde a dança que desenvolvemos é conectada com o mundo contemporâneo, que procura levantar questões e que busca situar o indivíduo num contexto universal.

- Sendo de origem interiorana, como foi vencer as diferenças culturais e comportamentais e se projetar na dança no cenário mundial?

- A minha trajetória do interior para o exterior foi de maneira, digamos assim, gradativa, e aconteceu de maneira bem natural e com muita sorte. De Montes Claros fui para Belo Horizonte, onde iniciei os estudos e dancei por 3 anos, depois mudei para São Paulo onde entrei para o Teatro Municipal. Nos anos 80 fui para a Alemanha onde trabalhei e morei por 4 anos.  Retornei ao Brasil, para São Paulo e somente no final dos anos 90 fui morar e estudar em Nova Iorque. Vivendo e trabalhando hoje em São Paulo, me considero um cidadão do mundo, que viveu e assimilou bastante de outras culturas, mas conserva ainda alguns traços da cultura norte-mineira.

- Fale sobre sua experiência na Alemanha.

- Dancei com o Ballet Schindowski, em Gelsenkirchem e foi muito importante na minha formação artística, pois tive a oportunidade de trocar experiência e conhecer artistas de diversas culturas do mundo. O aprendizado foi muito grande, pois os espetáculos eram sempre com orquestra ao vivo e toda a produção era desenvolvida no próprio teatro.

- Quando se apresentou em Montes Claros pela última vez?

- Em agosto de 2000, durante o XXII Festival Folclórico. Dancei  o solo Bags, junto com Adriana Camargo e o Balé de Câmara de Montes Claros, que apresentou Catopê – Labirinto da Memória , espetáculo que criei para eles, com música de Yuri Popoff.

- Como é retornar? Compartilhar experiências com seus conterrâneos através de oficina?

- Voltar à terra da gente sempre trás um sentimento bom e eu me realizo muito em poder passar adiante, mesmo que seja na forma de uma oficina, o aprendizado de 29 anos de carreira na dança.

- Já ouviu a expressão Montes Claros, cidade da arte e da cultura? O que pensa sobre ela?

- Não ouvi, mas concordo plenamente, pois na infância, em Montes Claros, sempre recebi e senti a arte próxima e tive contato com a cultura, tanto popular quanto erudita.

- Para os bailarinos que estão começando, ainda em Montes Claros, o que recomenda?

- Uma carreira na dança além de talento, exige disciplina e muitos anos de estudos. Busque o auto-conhecimento e um corpo bem conectado com a mente. Procure acreditar no sonho e superar os preconceitos.

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