Educação

MOC discute os desafios da educação pública pós-pandemia

Secretários municipais da região participaram de encontro do Codanorte

Márcia Vieira
Publicado em 25/10/2022 às 21:31.
Codanorte recebeu secretários municipais da região em encontro na Amams (MÁRCIA VIEIRA)

Codanorte recebeu secretários municipais da região em encontro na Amams (MÁRCIA VIEIRA)

Recuperar o aprendizado dos alunos que sofreram defasagem em virtude da pandemia é um dos desafios do setor educacional público. De 2019 a 2021, o índice de crianças do ensino fundamental que ainda não se alfabetizou saltou de 15% para 34%, de acordo com dados do Instituto Nacional Educação Pública (Inep).

Para alinhar possibilidades, o Consórcio de Desenvolvimento Ambiental do Norte de Minas (Codanorte) recebeu secretários municipais da região em encontro na Amams, realizado em Montes Claros. 

O consórcio é formado por 60 municípios. O presidente Eduardo Rabelo destacou se tratar de “um momento de reflexão e oportunidade para aprender e trocar ideias”. 

De acordo com o professor Guaracy Silva, doutor em Educação (Unimep) e mestre em Administração de Empresas, o setor buscava expandir e manter os alunos nas escolas, entretanto, a pandemia freou os planos, além de apresentar outras situações. 

“Voltamos algumas casas no tabuleiro. Principalmente os alunos da escola pública foram mais impactados, por não terem acesso à internet e condições para compensar o não aprendizado em salas de aula, além de outras questões relacionadas a socialização”. 

MEDIDAS E SOLUÇÕES
O profissional citou que a fase, agora, é de diagnóstico o que foi comprometido, “para se encontrar medidas e soluções para cada realidade”. 

Ivonete Neres, secretária de Educação de Lagoa dos Patos, avalia que a oportunidade de aprendizado no encontro fará com que o gestor possa “implementar ações, metas e estratégias para melhorar o ensino nos municípios participantes”.

A secretária de Educação de Montes Claros, Rejane Rodrigues, afirmou que a pandemia trouxe uma nova forma de trabalho que continuará, mas destacou o prejuízo, principalmente, na alfabetização. 

“Teve criança que não fez a educação infantil. Ficaram em casa e queimaram etapas. O grande desafio é colocar essas crianças com aprendizagem devida, porque temos avaliações externas que medem esse conhecimento. Temos que correr contra o tempo”, alertou Rejane ressaltando que, em um primeiro momento, a avaliação mostrou percentual muito baixo, mas o retorno presencial desde abril já demonstrou avanço.

Para Nídia Rocha, doutora (Unimep) e mestre em Educação (Unincor), graduada em Matemática, Pedagogia e Filosofia, os índices de avaliação são essenciais para a evolução dos profissionais do setor.
 
“MUITO CHÃO” 
A psicopedagoga ressaltou que há inovações tecnológicas, pesquisas e processos que apontam cerca de 50 anos para a educação mudar. 

“Ninguém quer trabalhar com o erro, queremos trabalhar com acerto. Mas a mudança não é de um dia para o outro. Se nosso LDB saiu em 1996, ainda temos muito chão pra andar”, pontuou.

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