Com espírito empreendedor, acadêmicos de Gastronomia da Funorte, de Montes Claros, Faculdades Promove de Belo Horizonte e Faculdade Novo Milênio, de Vila Velha (ES), foram em busca de ideais que permitissem a implementação de negócios em tempo de pandemia. E o mais interessante, usando ingredientes da agricultura familiar. Esse foi o mote do Concurso Gastronômico Chef Show, que teve a final realizada na noite de quinta-feira. 
 
Quem se inscreveu viveu três dias de tirar o fôlego! De terça a quinta-feira, os participantes usaram a criatividade, o talento empreendedor e culinário para pensar e elaborar pratos com ingredientes que valorizassem cultural e economicamente os produtos locais. 
 
Foram vários os momentos: criação, seleção de ingredientes e, finalmente, a execução das receitas. Um dos pontos altos do concurso foi levar os candidatos a campo, literalmente, para pesquisar e encontrar os produtos ideais para a composição dos pratos. E para julgar e degustar as delícias, cada instituição montou sua banca com jurados ligados ao mercado da gastronomia.
 
VENCEDORES
No encerramento, dia 18, os finalistas, cada um em sua cidade, executaram novamente as receitas, em formato de finger food, para a apreciação de jurados e convidados. As três unidades estiveram interligadas pela tecnologia, através de uma live. E os participantes deram um show de criatividade e apresentaram pratos com produtos bem típicos de suas regiões. Junto, traziam uma ideia de negócio.
 
A disputa foi acirrada e de alto nível. Os jurados não esconderam a alegria de ver pratos tão bem elaborados, o que dificultou a escolha dos vencedores. E os ganhadores foram: em Montes Claros, Magnum Martins, com o “Kit Burguer”; em BH, a acadêmica de Gastronomia da Faculdade Promove, Alice Safar, com o prato “Delícias de Domingo”; e em Vila Velha (ES), Scheila da Conceição Oliveira, com o prato “Quiche Rústico”, elaborado com milho verde e bacon de banana. 
 
O kit elaborado por Magnum Martins é um blend artesanal de carne bovina, com pão de milho artesanal. O pão é feito por um egresso da Funorte, Rodrigo de Jesus, usando produtos regionais e adquiridos do próprio produtor, na casa dele, em uma pequena panificadora, em Montes Claros. Magnum recebeu a premiação dos diretores fundadores da Funorte, Raquel e Ruy Muniz.
 
Já a inspiração de Alice Safar foi em algo mais caseiro. “O meu prato foi uma receita de família, para relembrar almoços de domingo na casa da minha mãe. Ela fazia um frango muito gostoso, com molho de mel e laranja, acompanhado de arroz temperado de forno”, conta. No prato, Alice usou ovos, coxa de frango, açafrão da terra, páprica doce, molho de pimenta, gengibre, queijo minas, espinafre.
 
Ideias prontas para novos negócios 
O concurso foi dividido em quatro etapas: a inscrição, feita apresentando a receita, uma lista de ingredientes – com destaque para os da agricultura familiar – e, ainda, um texto de defesa/contextualização do prato, inspirado no tema do concurso. Foi feita, então, a seleção de seis finalistas por unidade, realizada por uma comissão julgadora formada por professores do curso de cada faculdade.
 
Já na 3ª etapa, os participantes executaram as receitas para as bancas julgadoras degustarem. As bancas, formadas por chefs convidados e profissionais da área, escolheram o vencedor (a), que foram anunciados na quarta etapa, que aconteceu dia 18.
 
Para o professor Jonas Saccheto, coordenador e docente do curso superior de Tecnologia em Gastronomia da Funorte, em Montes Claros, o princípio básico do concurso foi despertar nos participantes a busca por caminhos que levassem à sobrevivência na pandemia e na pós-pandemia. Além de avaliação do prato, também foi avaliada a capacidade do aluno em desenvolver o espírito empreendedor usando a criatividade e os produtos locais, mais disponíveis nos tempos vividos atualmente.
 
“Foi incrível! Essa é a fala dos jurados. Vale lembrar que não é um concurso de receita, é um concurso de negócios, ideias de negócios e produtos com alternativa para essa situação de isolamento social e crise. Nós tentamos, através de nossa matriz, o tempo todo ativar no aluno o protagonismo de suas carreiras, ativar o empreendedorismo”, afirma Jonas.
 
Em Belo Horizonte, Jackson Cabral, professor coordenador do curso de Gastronomia da Faculdade Promove, considerou o evento muito importante, pois permitiu aos alunos mostrar criatividade em tempos adversos. “Estamos falando de um prato que pode ser vendido nesta época que estamos vivendo, que tem o lado do comfort food, aquele que conforta, que tem memórias afetivas e que tenha algum ingrediente da agricultura familiar. Os alunos foram às feiras, ao campo, buscar esse conhecimento”, diz.
 
Izabel Souza, coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Faculdade Novo Milênio e consultora da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e similares do Estado do Espírito Santo, disse que o concurso veio em um momento fundamental. “Estamos há 80 dias em aulas remotas e o desafio do concurso motivou bastante os alunos”, conta.
 
Por lá, foram definidos ingredientes da agricultura familiar obrigatórios: milho e banana. E ingredientes opcionais, como açúcar (variações), alho, amendoim, amido de milho, azeite, cebola, cebolinha, couve, tapioca, entre outros. 
 
“A ideia é, a todo momento, valorizar os produtos locais. Devido à pandemia, todas as etapas foram realizadas por meio remoto. O resultado foi maravilhoso. Os alunos ficaram bastante envolvidos”, conta.
No final, todos receberam certificados e brindes dos parceiros.
 
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