Começa a valer amanhã a autorização para o retorno presencial de 100% dos alunos às escolas públicas e privadas de Montes Claros. A permissão foi dada por meio de decreto em 8 de outubro, e as escolas deverão seguir diretrizes como distanciamento de 1,5 metro entre os alunos, inclusive na entrada do estabelecimento, higienização das mãos com álcool em gel, uso de máscara e não compartilhamento de objetos, entre outras medidas. Só nas escolas municipais, são cerca de 30 mil alunos em cem instituições de ensino. 

A secretária Municipal de Educação, Rejane Veloso, informou em entrevista que cada escola deverá ofertar o rodízio para aqueles alunos cujos pais ainda não se sentem seguros para mandar o filho a escola. “Já temos a preparação e as escolas precisam estar mais atentas aos protocolos, uma vez que ainda estamos na pandemia”. Instituições que não comportarem todos os alunos com distanciamento mínimo obrigatório deverão fazer o sistema de rodízio.

Em caso de contaminação de professor ou aluno, ele será afastado, sendo que, no caso do estudante, será avaliado se haverá o afastamento individual ou de toda a turma.
 
REDE PRIVADA
Diretora do Colégio Impar, Fernanda Castilho diz que desde a primeira orientação de retorno às aulas presenciais em ensino híbrido a instituição está organizada para acolher e administrar essa nova realidade. 

“Temos áreas abertas, gramados, pátios, parquinhos e isso viabiliza as atividades mantendo os protocolos. Dividimos o pátio de acordo com as faixas etárias, com escalas de recreio e espaços diferenciados. Na entrada aferimos a temperatura, todas as salas de aula têm o álcool em gel, os profissionais foram capacitados para fazer a higienização dos espaços, os professores participaram de treinamentos”, diz Fernanda. O colégio oferece da educação infantil ao ensino fundamental. 
 
SEM RETROCESSO
Atender às regras sanitárias não significa, porém, que todas as famílias vão se sentir seguras. “Temos o espaçamento correto, álcool e outras medidas, mas o município permitir não significa que o pai se sente seguro para mandar o filho. Os estudantes já tomaram a primeira dose da vacina na campanha que foi feita no colégio e agora aguardam a segunda. A partir daí acredito que os pais devem ficar mais seguros”, disse Willian Borges, diretor tecnológico do Colégio Indyu, de ensino fundamental ao técnico.

“A aula vai continuar no sistema híbrido, independentemente de pandemia. Tem a opção do ensino remoto e vamos continuar para aquele aluno que por ventura perdeu um ônibus, que tenha tido uma doença ou não venha à escola por algum motivo. Ele conseguirá assistir a aula mesmo que receba a falta, conforme o regimento, mas que ele não perca conteúdo. Não vai haver retrocesso na parte de tecnologia no pós-covid”, pontua Willian.

O Presidente do Sinepe (Sindicato das Escolas Particulares do Norte de Minas) Élio Soares Ribeiro, diz que as escolas estão preparadas para este retorno há alguns meses, mas que em razão do momento, por ter ultrapassado o meio do segundo semestre, a maioria tende a manter o ensino híbrido até o fim do período letivo.