A segunda-feira foi de retomada das aulas presenciais em 85 escolas de 16 cidades mineiras. No Norte de Minas, são nove cidades autorizadas a implantar o retorno, incluindo Montes Claros, totalizando 45 unidades de ensino.

O retorno acontece no modelo híbrido desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), após quase um ano e meio de ensino totalmente remoto. 

A retomada está sendo feita, nesta semana, em escolas de municípios localizados nas ondas amarela e/ou verde do Plano Minas Consciente, e nos quais as prefeituras não apresentaram nenhuma restrição.

A participação dos estudantes nas atividades presenciais é facultativa às famílias. Nos casos em que os pais ou responsáveis optarem por não liberar o aluno para o ensino presencial, será mantido o regime totalmente remoto, para garantir a continuidade dos estudos.

O estudante que optar por permanecer com suas atividades de forma remota, continuará desenvolvendo suas atividades sem prejuízos, garante o Estado.
 
SEM BALANÇO
Em Montes Claros, ainda não foi possível avaliar a adesão dos alunos. Mas há informações de que em algumas escolas poucos estudantes compareceram.

O coordenador da Subsede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Norte de Minas (SindUte), Geraldo da Costa Silva, ainda não se sabe quantas das 28 escolas estaduais de Montes Claros conseguiram retomar as atividades. 

Segundo ele, a entidade representante dos professores não concorda com o retorno presencial.

“Somos contra, porque há trabalhadores que ainda não tomaram nem a primeira dose da vacina. Além disso, há salas de aula sem ventilação, banheiros inadequados. Estamos tentando uma conversa com o município para que faça um decreto proibindo as aulas presenciais neste semestre, que termina em 15 de julho. Se não conseguirmos um retorno do município, a ideia será iniciar uma greve sanitária para que os trabalhadores continuem os trabalhos remotos”, afirma Geraldo.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, para que o retorno aconteça com toda segurança, todas as escolas estaduais passaram por um checklist criterioso, validado pelo diretor da escola e pelo inspetor escolar, para aplicação dos protocolos sanitários, com adequações no ambiente e disponibilização dos equipamentos de proteção e produtos de higiene e limpeza.

*Com Agência Minas