Economia

Votos de R$ 30 milhões

Balanço parcial mostra gastos de candidatos ao governo de Minas; Kalil lidera fatura

Jader Xavier (Hoje em Dia)
Publicado em 16/09/2022 às 00:52.
 (TSE)

(TSE)

O gastos dos candidatos ao governo de Minas na campanha para as eleições deste ano já passam de R$ 30 milhões, em menos de 30 dias de campanha. Alexandre Kalil (PSD) é o dono da ação mais cara, segundo balanços financeiros parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (15).

A campanha do ex-prefeito de Belo Horizonte já consumiu R$ 13 milhões, o que equivale a 42,86% do total dos gastos de todos os demais postulantes ao Palácio Tiradentes.

Em segundo lugar aparece o candidato do PL, Carlos Viana, que declarou R$ 6,3 milhões em despesas, seguido pelo candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo), com R$ 5,6 milhões.

Vale lembrar que a maior parte desses recursos é proveniente do Fundo Eleitoral ao qual os partidos têm direito. Para este ano, foram previstos R$ 4,9 bilhões. O fundo eleitoral foi criado em 2017 para suprir as doações antes feitas por empresas, mas proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015. A verba é distribuída em anos de eleições municipais ou gerais.
 
PRESIDÊNCIA
Para efeito de comparação, os R$ 30 milhões gastos pelos candidatos até agora equivalem a seis vezes o que a Santa Casa de Belo Horizonte precisa para recuperar 40 leitos de UTI destruídos por um incêndio em junho. O hospital organizou uma campanha para tentar arrecadar a soma necessária, R$ 5,4 milhões, mas em 40 dias só obteve R$ 1,6 milhão em doações. 

O valor pleiteado pela ação da Santa Casa de BH é menor do que um dia de gastos de campanhas dos candidatos à Presidência da República.

Segundo a prestação de contas parciais no TSE, de 16 de agosto a 8 de setembro os candidatos ao Palácio do Planalto consumiram R$ 162,3 milhões nas campanhas. Restando pouco mais de duas semanas para o primeiro turno, as despesas correspondem a 78,04% do total arrecadado (R$ 208 milhões), levando-se em consideração todos os candidatos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o dono da jornada mais cara até o momento, com R$ 52,4 milhões em gastos. Em seguida vem Simone Tebet (MDB), com R$ 32,9 milhões. A candidata do União, Soraya Thronicke, informou despesas de R$ 30,7 milhões, enquanto Ciro Gomes (PDT) diz ter gasto R$ 20,5 milhões durante a campanha. Já o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), relatou R$ 20,9 milhões de despesas à Justiça Eleitoral.
 
GASTO APROVADO
Para o cientista político Adriano Cerqueira, professor do Ibmec e da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), os gastos milionários nas campanhas deste ano são resultado de um financiamento bilionário aprovado pelos deputados, senadores e pelo presidente da República.

“No Brasil já existem outras formas de o eleitor e do Estado ajudarem a financiar os partidos políticos, como o voto obrigatório, que retira dos partidos o custo de levar o eleitor às urnas; a propaganda eleitoral de rádio e TV; além do Fundo Partidário e, agora, o Fundão Eleitoral”.

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